quinta-feira, 14 de agosto de 2008

Educação Ambiental para o lixo.

Água e Floresta, que educação é esta? – Ivan

Podemos ajudar muito no combate ao Aquecimento Global ao adoptarmos comportamentos individuais simples, mas revolucionários, no colectivo. Separar resíduos, reutilizar e reciclar é importante, mas não suficientes. É preciso produzir menos lixo. O Brasil, como a China e a Índia, países não incluídos na lista dos que tem metas de redução de gases efeito estufa, são alguns dos que mais emitem esses gases através das queimadas e lixões. A discussão mundial se aprofunda na busca de macro-soluções. Enquanto os interesses divergem e um novo modelo de consumo de vida não se estabelece, politicamente, podemos começar a revolução ambiental em nossa casa.Não temos, em escala, a cultura dos RRR - Racionalizar, Reduzir, Reciclar e os catadores dos lixões são termómetro dessa cultura do desperdício. Os catadores, verdadeiros agentes ambientais, não têm apoio ou espaço no mercado para fazer da actividade uma forma de garantia de vida, inclusão cidadã e agregação de valor em saneamento. E cada um de nós é peça chave nessa engrenagem suja da cultura dos lixões.

O Instituto Ambiental Vidágua desenvolve ações voltadas para a vivência de alunos e pessoas comuns em locais que servem como sala de aula ao ar livre... e o Aterro Sanitário de Bauru é um desses locais. Hoje estive com quase 100 alunos de um colégio particular de Bauru, e o resultado é surpriendente. Os alunos não têm dimensão do tamanho do local e ficam espantados quando chegam no local. Em Bauru são cerca de 220 toneladas de lixo por dia gerados, isso enquanto o Brasil produz actualmente 115 mil toneladas de lixo por dia. Isso quer dizer que os nossos caminhões estariam cheios em apenas 72 horas.
Grande parte do material que jogamos nos lixões das cidades são papéis, plásticos, vidros e metais que podem ser reutilizados. Além de colaborar com a limpeza do meio-ambiente a cultura dos RRR economiza recursos naturais e energia. Ouvimos muita gente justificar que não faz a colecta selectiva de resíduos, em casa, porque não adianta nada fazer isso se na porta do prédio o lixo vai-se espalhar com o vento e acção dos cães e outros bichos. Esse tipo de pensamento se expande em diversos ambientes. E, nessa prática, o lixo continua sendo um grave problema de saúde pública e de degradação dos nossos ambientes de convivência, ao invés de ser solução criativa, produtiva, inclusiva.

A reciclagem diferente do que é propagado, é a última fase desse processo. Antes disso, se separamos os resíduos por tipo de material de que ele é composto estaremos abrindo oportunidades económicas infinitas. Chegará o dia que estaremos separando vidro verde, vidro preto, vidro azul, sapatos, roupas, cada um em seu colector específico, fechado, com endereço de destinação certo, não para um lixão ou aterro, mas para o incremento de projetos sociais que valorizam a cultura dos RRR, para racionalizar, reutilizar, reduzir, reequilibrar, revigorar, reinventar, reciclar e reviver na Mãe Terra.

Até a próxima...
Abs,

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Vidágua, ciência, tecnologia, informação

ComunicaçãoMídiaAmbiente&Diversidade
uau! post 8, 2 meses

Durante esta semana, estou participando de um congresso da área de comunicação, o Ulepicc, denominado com o nome chiquérrimo de "Capítulo Brasil da União Latina de Economia Política da Informação da Comunicação e da Cultura". E pela primeira vez vou apresentar um artigo representando o Vidágua, sempre me colocam como representante da Unesp que é a Universidade a qual estou vinculada, mas desta vez avançamos, e vou trazer à tona as discussões enquanto terceiro setor. Mais uma prova que instituições, em especial ambientalistas, estão adquirindo status científico, e com isso, se estabelecendo como fontes de informação fidedignas.

No artigo, eu discuto um pouco do que já postei aqui no blog que é a expressão dos movimentos ambientais na contemporaneidade, me focando na apropriação das novas tecnologias da informação. O artigo propõe a reflexão sobre as novas formas de comunicação da sociedade organizada, partindo do estudo de caso do Instituto Ambiental Vidágua, que utiliza a mídia digital como o principal instrumento para difundir e minimizar as problemáticas socioambientais. São os sites que mantemos, comunicação por email, participação em redes, boletins virtuais e agora o blog.

No breve exemplo, com dados quantitativos e descrições do trabalho de comunicação não é possível alcançar a dimensão das ações que realizamos há 14 anos. O resultado da atuação não pode ser mensurado, mas sim evidenciado pela legitimidade que a organização adquiriu ao longo dos anos e pela interatividade e respeito que mantém entre seus públicos.

Grupos, entidades, movimentos sociais mostram-se como importantes agentes, atuando incisivamente na construção de uma sociedade do conhecimento mais democrática e participativa, com um tipo de comunicação mobilizadora, educativa e cidadã. É justamente esta comunicação que pode, mesmo que timidamente, gerar mudanças e auxiliar no desenvolvimento socioambiental (ou pelo menos buscar isso)

Quer conferir o artigo na integra?
http://www.faac.unesp.br/pesquisa/lecotec/soac/papers/e21218a6de679ea3b15cf7d5e6f2.rtf
quem tiver interesse estou aberta para discuti-lo melhor

Obs: a propósito do anúncio da Água e Floresta, estamos quase lá. Eu mando notícias por aqui

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Lá do outro lado do mundo...


Nós, a Água e a Floresta - Fernanda

Fala, povo!!!
Hoje pode ser que eu saia um pouco do foco, mas vamos lá...

Desde que começaram a falar das Olimpíadas, um tema está sempre presente mas nunca é discutido a fundo...A poluição na China.
Sem entrar em outras polemicas sobre a escolha deste país como sede das olimpíadas, é muito louco pensar que um evento onde o mais importante é ter saúde, boa forma física, equilíbrio entre o corpo e a mente, ocorra em um lugar onde os índices de poluição do ar chegam a ser insuportáveis...
Ou seja, fica-se com a impressão de que isso é irrelevante!!
Não importa as condições “sanitárias” do lugar, o importante é que se tenha muito espaço, dinheiro para construir estádios gigantescos e queimar sei lá quantas mil toneladas de fogos de artifício, e você pode até sediar as olimpíadas no seu quintal...
O país é grande, tem muita gente (mas muita gente mesmo, mais de 1,3 bilhões de habitantes...), a principal fonte de energia é a queima de combustíveis fósseis, principalmente carvão mineral e petróleo, é o maior produtor de alimentos do mundo, e tudo isso somado fez com que os recursos naturais se exaurissem. O ar ficou quase irrespirável, quase todos os rios chineses estão completamente poluídos, todos os ecossistemas do país estão fragmentados... Mas isso nem se comenta...
Você vê os jornalistas mostrando o pessoal de mascara para se proteger da poluição como se isso fizesse parte da “cultura oriental”, fosse mais uma extravagância dos chineses...
Não estou criticando os chineses, o desenvolvimento do país, e nem a forma como isso tem sido feito (?!?!?!), mas sim o fato de que todos estes problemas ambientais e toda a desigualdade social não foram levados em conta na escolha da sede de um evento que prega a solidariedade, a união entre os povos, o intercâmbio de culturas, o convívio pacífico...
Será que este tipo de evento não poderia ser também usado para provocar uma reflexão maior sobre a responsabilidade dos povos e seus governantes em relação ao planeta como um todo??
Será que não seria a forma e o momento ideal para demonstrar que um corpo saudável e uma mente equilibrada também dependem de um ambiente saudável e equilibrado??
Lá do outro lado do mundo, não tem mais água limpa, nem floresta em pé...
Será que é esse exemplo, esse tipo de desenvolvimento que deveria ser tão “festejado”...
Sei lá, o mundo tá cada vez mais “desorientado”...

Inté...

segunda-feira, 11 de agosto de 2008

ALÉM DA LEI......




Políticas para a preservação da Água e Floresta – Ivy

Na última quinta-feira tive uma experiência interessante. No avião, voltando de uma reunião em Brasília, sentei ao lado de um rapaz aparentando a minha idade, jeans, camiseta e mochila. Começamos a conversar e descubro que ele trabalha, como advogado (!) no grupo... Votorantin! Para os que não acompanham a trajetória do Vidágua, temos uma divergência histórica (lá se vão 13 anos de processo) com a Companhia Brasileira de Alumínio (CBA), que pertence ao Grupo Votorantin, pois a empresa requer o licenciamento ambiental para a construção da Usina Hidrelétrica Tijuco Alto, no Vale do Ribeira, uma das maiores riquezas naturais brasileiras, declarado pela UNESCO patrimônio natural da humanidade!

O trabalho do rapaz é na área de novos negócios, e ele tem o papel de auditoria, orientando os funcionários do local sobre a legislação pertinente àquela realidade e como não infringi-la. É um trabalho preventivo, o que, para a questão ambiental, é extremamente importante, mas a partir daí comecei a pensar se apenas seguir a lei é suficiente para conseguirmos alcançar algum equilíbrio na nossa relação com os elementos naturais.

A legislação brasileira é famosa por sua abrangência, no entanto, quando chega na fiscalização, ela perde grande parte de seu efeito. Não há contingente de funcionários para um país com as dimensões do Brasil, em especial na Amazônia. Além disso, há a corrupção e as ameaças à vida daqueles que, no cumprimento de seu dever, esbarram em grandes interesses.

O problema é que a lei é caolha, quando considera meio ambiente não considera a questão social e cultural, por exemplo. Cabe à quem for intervir no meio socioambiental fazer uma reflexão ao desenvolver suas obras e projetos sobre todos os impactos que eles podem causar.

A Floresta não é apenas um monte de árvores. Ela tem vida, interage com os seres humanos, com os animais, com os recursos hídricos. A mesma coisa podemos falar sobre os rios!

Por isso, meu amigo advogado, continue fazendo este importante trabalho com a equipe da Votorantin. Mas, se você conseguir alcançar os grandões, lá de cima, manda um recado para eles: pensem no Planeta de uma forma global, sem excluir o bem-estar de nenhuma espécie viva!

Até a próxima!

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Mitos e 1/2s Ambientes - Ani e Camis.

Salve, Salve !

Tentando dar uma sequência lógica às postagens minha e da Ani , escrevo hoje sobre algo que já comentei em antigos textos por aqui no VidaÁgua&Floresta.

Lembro de ter falado sobre novas mídias, mídias alternativas, e a iniciativa pró-ativa de se entender como mídia das suas opiniões, desejos etc e tals. Pois bem, pensando em alguns projetos aqui pro Vidágua, surgiu a idéia de oferecer oficinas que estimulem a reutilização de matérias, que geralmente não damos mais importância, estampar uma mensagem naquela camiseta velha, deixando ela ao seu estilo é boa pedida, não? Pronto, o Stencil é a solução, meus caros.


Confesso ser uma leiga na arte, mas adoro a idéia e já ganhei algumas camisetas (que uso até hoje) que foram reformuladas com estampas em Stencil. A idéia é simples, uma figura, impressa, com um desenho vazado, uma camiseta, tinta! e aqui está sua nova camiseta, blusa, calça, bermuda...e por ai vamos.

Pequenas atitudes são capazes de fazer diferença na forma em que pensamos, e na forma como instigamos os outros a pensarem, acredito nesse ciclo!

Vou deixar um link que mostra uma camiseta sendo estampada com stencil...
Aqui no Vidágua, a idéia é fazer um oficina e engajar todo o nosso coletivo (voluntários, funcionários, amigos, parceiros, parentes...enfim! tu-do!) para trazer uma camiseta velha, aquela encostada para juntos aprendermos o Stencil e sair por ai, mostrando criatividade sustentavél !
Assim que tivermos tudo confirmado divulgamos aqui e por outras mídias a Oficina, e tomara que seja a primeira de muitas!

o link:
http://www.interney.net/blogs/comofaz/2008/02/22/stencil/#more18602


Gente é isso.
inté daqui a pouco

beijo beijo



ps.: gostaria de agradecer ao São Pedro pela chuva que cai aqui na cidade lanche( aos forasteiros me refiro à Bauru) , aquele tempo de seca pro lado do cerrado paulista castigava.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Oportunidades perdidas!!!

Água e floresta, que educação é esta? - Ivan
Acabei de retornar do evento REVELANDO, que ocorre de quinta a domingo dessa semana aqui no sambódromo de Bauru e estou aproveitando tirar algumas conclusões dessa minha participação nesse primeiro dia...
Bom, primeiro sobre o evento em si... é a primeira edição do Revelando no interior do estado de SP, pois o mesmo já ocorre a anos na capital do estado e tem resultados expressivos, pois o povo paulista da capital tem esse costume enraizado na cultura... ser participativo, ter diversidade cultural, etc... Esse evento promove a mostra, exposição, apresentação de grupos, pessoas, empresas, associações, enfim... da comunidade em geral para a própria comunidade.
É comum em algumas cidades, as pessoas da própria cidade dizer que é difícil ter algo legal pra fazer nos dias comuns e fins de semana, pois estão preocupadas com outros afazeres e acabam não deixando um tempo de sua própria vida para o lazer e aí vem o primeiro problema, na verdade as coisas acontecem sim...nós que não sabemos aproveitar essas oportunidades.
O pior é que, quando tem determinados eventos, acabam não sendo prestigiados como deveriam, esse é o segundo problema, as pessoas têm que ter em mente que para se organizar eventos foi desprendido tempo, infra-estrutura, logística, e dinheiro e que a participação é que garantiria o retorno e o sucesso do evento, o que é difícil de acontecer nos últimos tempos.
Vamos aproveitar as oportunidades, elas estão aí, é só abrirmos os olhos, ouvidos... enfim, estar a fim!!!!
ABS,