terça-feira, 12 de maio de 2009

Nós, a Água e a Floresta

Uma questão de equilíbrio.



Matei um pássaro no fim de semana! Não, não cometi um crime ambiental. Na realidade, a ave cometeu um “suicídio” ao voar contra o carro. É claro, fiquei muito triste e isto serviu para eu refletir sobre o equilíbrio ambiental e sua relação com as atividades humana, principalmente porque, uma semana antes, havia testemunhado a ação de um predador (animal), capturando sua presa e justifiquei sua atitude como sendo natural e necessária para um meio ambiente ecologicamente equilibrado.
Ao longo dos tempos, a pessoa humana vem alterando o meio ambiente. Depois de séculos usando e abusando dos recursos naturais, está acordando para os efeitos negativos das suas ações.
Este acordar está deixando as pessoas confusas: o que fazer, o que não fazer, como fazer, quando fazer?
No meio natural, os rios atravessam as florestas, servindo de abrigo e matando a sede dos animais, as plantas se alimentam do solo e servem de alimento aos animais que, em alguns casos, são alimentos de outros. Assim se faz o equilíbrio perfeito onde até tempestades e o fogo são bem-vindos.
Entre os humanos, há a quebra deste equilíbrio, quando espécies vegetais são cortadas e outras plantadas sem critério, quando se caçam e matam animais silvestres e criam-se outros sem controle, quando se modifica e contamina o solo, quando corpos d’água são desviados ou assoreados, quando se constroem cidades com suas fábricas, carros, poluição.
Integrante deste mundo civilizado, ao volante de um carro, eu não tinha como evitar a morte daquela ave. Mas algumas ações são possíveis e imprescindíveis para garantir o equilíbrio necessário e evitar que, antes de despertarmos completamente, mergulhemos num pesadelo sem fim.
Bem ou mal, ainda a única garantia que temos é o criar responsabilidades e fazer cumprir as leis ambientais.

Beijos!

segunda-feira, 11 de maio de 2009

VIVA O CERRADO!!!!!!!!!!!!!!

Políticas para preservação da Água&Floresta - Ivy

Finalmente um sonho antigo do Vidágua se tornou realidade: na semana passada, a Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo aprovou a lei de proteção do CERRADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Esse bioma, tão rico e tão negligenciado, não tinha nenhum tipo de proteção, nem de Estados, nem de Governo Federal! Aqui em SP, resta menos de 1% de sua cobertura original, ou seja, estamos em vias de extingui-lo!!!!!!

Na página eletrônica do Vidágua é possível conhecer o projeto desenvolvido em 2005 com o nome "Estratégias para a Conservação do Cerrado Paulista a partir da mobilização da sociedade civil", inclusive com a realização de uma audiência na Assembléia Legislativa, quando foi protocolada minuta de projeto de lei com conteúdo similar ao texto aprovado.

Além de ser uma legislação pioneira, esta lei traz aspectos extremamente importantes para a preservação e recuperação do bioma. Por exemplo, os municípios que têm menos de 5% de vegetação nativa preservada deverão obedecer as mesmas regras de uma área em estágio médio de regeneração, mesmo quando a área for de estágio inicial. O que significa isso? Uma área que ainda está em formação será tratada como uma área já consolidada quando o município for carente de áreas vegetadas!

Outro aspecto interessante é que a classificação da fisionomia da vegetação irá considerar um histórico de 10 anos, ou seja, áreas que foram degradadas por fogo ou outras ações antrópicas serão caracterizadas pela sua forma original.

Para finalizar, áreas que tiverem autorização para corte deverão ser compensadas com a preservação de área duas vezes maior ou recuperação de área quatro vezes maior, sempre com espécies de Cerrado!!!!!

Para que vocês tenham a noção da importância do Cerrado, assistam nosso vídeo, "Cerrado - o berço das águas":



Estamos MUITO felizes e compartilhamos com VOCÊS essa alegria!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Uma ótima semana!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Tô de volta! - Primeiro dia de filmagem do Curta Ambiente!

Fernanda Abra em:
Informação e Educação: O caminho para solução

Uau!
É bom estar de volta sabem?
Poxa, o nosso clima a nossa comida, as pessoas....incrível!
Juro que não trouxe os vírus do porco, ok Fer?
Podem ficar tranquilos...
Bom, de volta a realidade, né?
Muito trabalho pela frente, estou com as baterias carregadíssimas, "vamo que vamo"!
Hoje foi um dia muito especial....a primeira gravação em campo do "Curta Ambiente"!
Fico feliz pelos objetivos já estarem sendo alcançados, e sabe qual é?
Comprometimento e interesse dos alunos com as temáticas ambientais que eles terão que retratar!
Fiquei encantada!
Os alunos ensaiando as falas, filmando, pesquisando, entrevistando, conhecendo, aprendendo se preparando e trabalhando duro!
E é só o primeiro grupo, hein?
Viva o Curta Ambiente! Que dê excelentes frutos!

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Participação

Ainda com medo da gripe...

Começaremos esta semana as filmagens do Curta Ambiente. Estaremos em campo quinta e sexta-feiras com dois grupos de alunos de escolas públicas que vão abordar saúde pública e erosão, respectivamente. Estou muito ansiosa com este projeto, com o envolvimento e interesse dos alunos, é tudo bastante novo e emancipatório: colocar os alunos como produtores e protagonistas, com verdadeira capacidade de decisão sobre o que querem mostrar em seus documentários. Um processo altamente participativo, desde a concepção, planejamento e agora execução...

Nem lembro se comentei aqui, mas este semestre estou ministrando a disciplina de Planejamento Participativo para uma turma de Relações Públicas da Unesp. Está sendo extremamente satisfatório porque estou aprendendo muito, teoricamente. Sempre falamos e cobramos participação, principalmente para solução dos problemas ambientais, mas pouco entendemos deste conceito.

Os discursos mostram que a participação é uma responsabilidade e um dever do cidadão em aspectos públicos e privados. Mas quem a pratica de fato?

De acordo com a etimologia da palavra, participação origina-se do latim "participatio" (pars + in + actio) que significa ter parte na ação. Mas para ter parte é preciso conhecer e ter acesso ao agir, na maioria das vezes, de forma voluntariosa. Atualmente, a participação traz uma abordagem, inclusive, de empoderamento, com ênfase na autonomia da tomada de decisão de comunidades, associações, grupos da sociedade civil em espaços de discussões e deliberações como conselhos e fóruns. É bom ter em mente que para participar é preciso sair da zona de conforto, enfrentar resistência e diferenças de forma perspicaz.

Sempre ressalto para meus alunos que a pseudo participação pode ser um poderoso instrumento de manipulação, como os grupos que pregam a participação apenas para respaldar as próprias decisões. Não é isso que queremos nas questões ambientais, onde o envolvimento não é só importante, mas primordial para a mudança de comportamento. E para a preservação da água e floresta.

Bom, estou aprendendo a participar e propiciar a participação. É sempre uma troca!

ah e demorei, mas estou no twitter, bem timidamente: KatariniMiguel

terça-feira, 5 de maio de 2009

A tal da gripe...

Nós, a Água e a Floresta - Fernanda

Fala, povo!!
Pelo titulo, vc pode estar pensando: “Mas o que essa tal de gripe “suína” tem a ver com preservação ambiental, com a Água e a Floresta??”
Tudo a ver!!!!!
Vamos pensar juntos...
Essa gripe é uma “mutação”, ou melhor, é uma “combinação” entre três ou mais vírus de gripe que afetavam o homem, aves e suínos criados em situação nem um pouco confiável, que resultaram em uma doença que agora é capaz de matar o homem.
Como o ser humano cria porcos, pegou a gripe. E gripe é gripe, um vírus que se espalha no ar, facinho de contaminar muita gente em pouco tempo...
Mas o que importa mesmo é entender como isso pode ter acontecido. Ou porque.
A criação de porcos pelo homem vem de milhares de anos. Sempre foi feita de forma, digamos artesanal.
Mas de uns tempos pra cá o lucro com esta criação aumentou, o preço subiu e foi necessário produzir mais, em menos tempo e em espaços menores. Aí entra o Agronegócio e suas multinacionais e pronto...
Melhoramento genético (para diminuir o tempo de abate) e mais animais em espaços menores (maior lucro com menos área utilizada). Combinação “explosiva”!!!
Altera-se a genética dos animais, muitas vezes sem o devido controle (ou sem a devida ética), e se coloca dezenas de porcos em espaços minúsculos. Receita ideal para o surgimento de novas doenças e para o descontrole sobre estas e outras já existentes.
Não dá pra generalizar, mas convenhamos que existe muita granja (isso mesmo, criação de porco se faz em chamadas granjas também...) no México, no Brasil e nos demais países do globo, construída e manejada de forma precária, o que acarreta, além da proliferação de doenças como essa gripe, até na poluição de rios e lençóis freáticos pelos dejetos dos porcos.
Taí...Novamente um problema para o homem, resultante de uma situação criada pelo próprio homem...
O planeta é grande, mas as pessoas estão se “encontrando” cada vez mais, o que facilita a proliferação deste tipo de doença.
E será que isso é culpa dos porquinhos??? (olha a carinha deles aí em cima..)
O que que tem que acontecer para entendermos que mexendo com a natureza estamos mexendo com nossa vida, estamos colocando em risco nossa segurança??
Será que depois desta “pandemia” o ser humano vai se tocar e prestar mais atenção no que está fazendo com o planeta??
Ou vamos esperar a poeira assentar, contar os mortos e continuar no embalo de sempre...

Inté

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Um basta às queimadas!!!!

Políticas pela preservação da Água&Floresta - Ivy





"O Corpo de Bombeiros de Bauru registrou, apenas ontem, 90 solicitações de combate a fogo em mato, das quais 15 foram atendidas pela corporação." - Jornal da Cidade, 04/05/2009

Preciso como um relógio. Chega o mês de maio e as cidades são envoltas em fumaça. Fogo nas matas, nas esquinas, nos terrenos baldios, fogo para todos os lados. A desculpa quase sempre é a mesma: "meu avô já fazia isso", "onde vou jogar esse mato depois da capina?", "é só atear fogo e o mato cresce verdinho"...

Será que aqueles que usam esse tipo de argumento já pararam para pensar no lado negativo das queimadas??? Citando alguns dos impactos é possível formar um cenário terrível, onde o "incendiário" prejudica a saúde, a infra-estrutura urbana, a segurança e os recursos naturais.

1. Saúde: os problemas respiratórios são agravados neste período, fazendo com que postos de saúde e pronto-socorros fiquem lotados, especialmente por crianças, que precisam fazer inalação.

2. Infra-estrutura urbana: o fogo muitas vezes atinge fiação elétrica e postes, prejudicando a população que vive nos arredores do foco de incêndio.

3. Segurança: a fumaça que se forma em vias e rodovias atrapalha os motoristas, podendo causar acidentes.

4. Recursos naturais: o fogo mata animais e plantas! Mesmo quando ele é ateado em área urbana, mas atinge praças ou terrenos baldios, as árvores e os pequenos animais e insetos são prejudicados. Isso sem contar no impacto das emissões de gases de efeito estufa lançados na fumaça!

Todos temos a obrigação de alertar as pessoas próximas sobre quão negativas são as QUEIMADAS! Descobri uma página eletrônica que fala sobre o assunto e dá algumas dicas do que cada um de nós pode fazer para reduzir o problema: http://www.queimadasurbanas.bmd.br/down.htm. Acessem!!!

Para encerrar, assistam o vídeo abaixo, ele foi feito de maneira amadora, e mostra uma cidade no Mato Grosso vista da janela de um prédio. Você reconhece a sua cidade nesse vídeo?

Até a próxima semana!!!