sexta-feira, 28 de novembro de 2008
Assim eu quereria o meu último post...
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Mudando de assunto....
Mudando um pouco de assunto - não que a Floresta Urbana não seja importante, é e como!!! - mas vou me manifestar hoje no blog sobre o assunto, festividades do fim de ano.
Dezembro está chegando e com ele vem aquele desejo enorme de adquirir "coisas" para nós mesmos e para nossos amigos e familiares principalmente. Pois bem, como já podemos notar nos meios de comunicação, principalmente na mídia televisiva, as propagandas são ou é uma das maneiras mais utilizadas para "cobiçar" nossas mentes e levá-las ao extremo de comprar coisas compulsoriamente, pois o período é propício!!!
Não vou dar uma de economista, para sugerir que primeiro devemos ter noção da nossa renda antes de fazermos qualquer aquisição e verificar se o valor do produto se enquadra dentro do orçamento, isso já é consenso e acredito que todos já devem saber dessa situação, porém, como também na educação ambiental, muitos sabem que gastar água, desperdiçar energia, promover ações de degradação ambiental é prejudicial ao meio ambiente e para a gente mesma, mas mesmo assim, continua praticando tais ações.
Na verdade, o que devemos notar e dar mais atenção é em relação a necessidade de se adquirir essas "coisas" e ver se isso realmente vai contribuir de forma útil e prática para nossa vida ou se vai ser algo supérfulo, que a gente usa uma vez e nunca mais, como quando a gente era criança e ganhava um brinquedo que não queria.
Então, pense bem... o natal está chegando e com ele vem as férias de fim de ano, antes de colocar a mão no bolso, coloque a cabeça pra pensar e veja o que é melhor para você e para o mundo.
bom final de semana pra todos,
abs e até semana que vem!!!!
quarta-feira, 26 de novembro de 2008
Qual o papel da Comunicação?
Me preparando...
Na semana passada, o tema da Floresta Urbana Água Comprida dominou o blog, e não podia ser diferente. A área voltou a ser ameaçada por empreendimento imobiliário e o que nos deixou totalmente apreensivos. Não só o pessoal aqui do coletivo ou do Movimento pela Preservação..., mas a população em geral, que se manifestou aqui no blog e também no Jornal da Cidade (http://www.jcnet.com.br/), utilizando a única ferramenta que temos até então: a comunicação, cada vez mais impulsionada pelas novas tecnologias e outros tipos de intervenção. Podemos expressar nossa opinião com muito mais agilidade e dimensão no canal virtual, e através dele também buscar espaço em meios tradicionais.
É possível alguma mudança comportamental a favor da conservação e manutenção dos recursos naturais? Qual o papel da comunicação neste sentido? mobilizar, conscientizar, educar, informar? Não sei. Estas questões colocadas pela Margarida Kunch (teórica da comunicação) me fizeram refletir na última semana, haja vista as mobilizações em prol da floresta. Paulo Freire lembrou bem que a educação pressupõe um ato comunicativo, portanto...
Bom, os exemplos da mobilização estão no site do Vidágua (http://www.vidagua.org.br/). Separamos trechos das cartas de populares publicadas pelo JC no "Quadro de Avisos". Vale a pena conferir.
E sábado agora, dia 29, vou ministrar o workshop aqui no Vidágua sobre o papel da comunicação/jornalismo na divulgação das questões ambientais, novas estratégias, ferramentas, cobertura da grande imprensa e mídias alternativas, e claro a experiência do Vidágua em todo esse processo de comunicação e novas tecnologias da informação. Ainda dá tempo! Para mais informações contato@vidagua.org.br
Um Forte Abraço e excelente final de mês de novembro. Agora é ladeira abaixo!
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Trabalhando contra o relógio.
Nós, a Água e a Floresta - Maria Helena
Formei-me em Direito em 1983, dois anos após a promulgação da Política Nacional do Meio Ambiente, porém nunca ouvi falar sobre leis ou questões ambientais na faculdade. Meu primeiro contato com a legislação ambiental foi após 1985 e, garanto para vocês, não foi positivo. Nessa época trabalhava em uma empresa têxtil. Lá, usam-se corantes e todo efluente da indústria era despejado no rio, sem qualquer tratamento. A cidade de São Paulo sentia bastante os problemas ambientais e, com o amparo da lei, a justiça começava-se a exigir a adequação das indústrias poluidoras. Era uma novidade no País e os dirigentes empresariais ameaçavam deixar a cidade (no caso específico, mudança para o Nordeste onde ainda podiam poluir à vontade). Os funcionários, com medo de perder os empregos, ficaram revoltados com a “imposição”. Eu, confesso, estava entre eles.
Mais de 20 anos após, aqui estou eu, estudando e batalhando em defesa do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Mais de 20 anos e ainda há muita gente que continua achando que as leis ambientais e a defesa do meio ambiente são entraves ao desenvolvimento. Há 20 anos estávamos bastante atrasados no trabalho de recuperação e preservação de nossos recursos naturais e, ainda hoje, só estamos dando os primeiros passos.
Até quando precisaremos brigar, para garantir qualidade de vida às presentes e futuras gerações? Até quando vamos ter que gritar a importância dos remanescentes florestais para manutenção da vida? Não temos como recuperar o que já foi perdido, mas podemos garantir o mínimo que ainda temos.
Temos que conservar o que resta de mata em todos os biomas, especialmente, as que estão próximas de nós ou, mais precisamente, dentro de nossa cidade. Vamos continuar unidos em defesa da preservação da Floresta Urbana Água Comprida. Todos à luta!
Beijos,
Maria Helena.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Experiência local, conhecimento global

Há uns dez dias o Movimento pela Preservação da Floresta Urbana Água Comprida se viu obrigado a retomar uma maciça campanha contra o desmatamento de 60 hectares de mata de transição, onde o Cerrado e a Mata Atlântica ainda estão preservados em plena área urbana de Bauru. Isto porque já estávamos tranqüilos com a publicação do Plano Diretor Participativo, que em seu artigo 66 definiu o local como Área de Relevante Interesse Ecológico (ARIE) e proibiu qualquer desmatamento. Mas os empreendedores também estão em campanha, por sua vez, junto ao legislativo local, para abrandar os efeitos da própria lei aprovada por eles!
Enfim, a discussão sobre a preservação de matas de Cerrado não se limita a Bauru. Este bioma não é protegido como a Mata Atlântica ou Amazônia, elas sim comentadas por todos pela exuberância de suas árvores e pelas frondosas florestas que formam. O Cerrado, coitadinho, é todo torto, tem áreas descampadas, gosta do fogo, é pequeno, enfim, é um patinho feio no meio dos cisnes... Mas ele está presente em 11 Estados brasileiros, é o segundo maior bioma em extensão, tem uma riqueza de biodiversidade maior que muitos países, é a base de subsistência de diversas comunidades tradicionais, ou seja, ELE PRECISA SER PROTEGIDO.
Restam apenas 20% de sua cobertura original e no Estado de SP apenas 1%!!!!! No dia 26 (quarta-feira) haverá uma manifestação em Brasília para apresentar ao Ministério do Meio Ambiente, Senado e Câmara Federal 50 mil assinaturas em defesa do Projeto de Emenda Constitucional (PEC) 115/150, que determina que o Cerrado e a Caatinga (outro bioma desprotegido) sejam considerados patrimônios nacionais.
A Floresta Urbana Água Comprida representa nossa luta local. A defesa do bioma Cerrado representa uma luta nacional. Nós devemos estar conectados nessas lutas, pois elas, quando transformadas em políticas públicas, podem transformar a realidade e evitar que outras florestas urbanas sejam ameaçadas pelos interesses particulares.
Um grande abraço!
P.S.: para os que não leram o Jornal da Cidade de ontem recomendo que busquem no site www.jcnet.com.br a excelente matéria sobre a Floresta Urbana e a fábula da floresta registrada na coluna Opinião.
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Cada um somado faz a decisão do coletivo
Continuando a discussão sobre a floresta urbana água comprida, venho aqui apresentar a minha opinião sobre o assunto.
Uma das estratégias mais democráticas de decisões políticas sobre ações que envolvem o setor público é justamente as audiências públicas e a participação em conselhos municipais que permite a participação popular organizada (ver post da semana passada).
Pois bem, quando a participação é coletiva o poder público, através de nossos representantes municipais (prefeito e vereadores) devem respeitar o que a população decidiu ou pensa sobre o assunto em discussão, certo? Pois é, nem sempre é assim que as decisões ocorrer, pois questões políticas geralmente são decididas em horas inimagináveis, ou seja, quando achamos que o assunto já está encerrado, vem a notícia ingrata.
Dai então a importância da participação, e expressão da opinião de nós cidadãos comuns e formadores de opinião, que justamente serve para mostrar que estamos de olhos bem abertos e iremos cobrar as decisões pelas quais a população opinou.
Participem também dessa discussão e ajude-nos a preservar o que é de todos!!!!
abs,
até semana que vem..... ah descupem pelo atraso !!!!
