segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Água&Floresta e a agricultura familiar


Políticas para a preservação da Água&Floresta - Ivy


Olá, pessoal! Já falei neste espaço sobre a importância da integração das políticas públicas para a efetiva proteção da nossa Água&Floresta, né? Esta semana o Vidágua está iniciando uma parceria que tem tudo a ver com este tema.


Vamos trabalhar, em conjunto com o MST, COCAFI e Escola Popular Rosa Luxemburgo na adequação ambiental dos assentamentos no município de Iaras, aqui pertinho de Bauru (confira mais informações no boletim do Vidágua desta semana, em http://www.vidagua.org.br/). São aproximadamente 300 hectares de Reserva Legal e 50 hectares de matas ciliares a serem plantadas!!!! É tanta muda que quase fala!!!!!


Tenho acompanhado o trabalho do IBAMA e do INCRA aqui na região e faço votos que dê certo. A idéia é que todos os assentamentos estejam com todo o licenciamento ambiental redondinho, ou seja, com suas matas ciliares plantadas, suas Reservas Legais (que representam 20% da área total de cada assentamento) averbadas, enfim, que a agricultura familiar conviva de maneira harmônica com os recursos naturais, afinal, eles são a fonte para toda a produção.


Um outro aspecto importante é a capacitação de técnicos para desenvolverem esta questão. Hoje, lá em Iaras, tem início o Curso Especial de Agronomia (http://www2.ufscar.br/servicos/noticias.php?idNot=2223), uma parceria da UFSCar com o INCRA para possibilitar o acesso à uma graduação que contemple aspectos sociais, culturais, econômicos, políticos e técnico-científicos para o desenvolvimento rural sustentável. Os alunos ficam "imersos" no curso presencial por três meses e depois retornam às suas comunidades para aplicar o conhecimento adquirido.


Há muito ainda a fazer, mas iniciativas como as que citei estão a pleno vapor, e nosso papel enquanto Vidágua é fomentar e apoiar cada vez mais ações!!!!!!!!!!!!!!!!!


Até a próxima semana!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

Pensando sobre equilíbrio

Olá, sou Daniela e faço parte da equipe Vidágua.
A falta da água é um problema sério do planeta e, lendo uma notícia sobre isto, fiquei sabendo que, segundo a Unicef, uma pessoa precisa de, no mínimo, 20 litros de água por dia, para preservar seu bem estar físico e higiene pessoal.
Por esta razão, fico indignada sempre que vejo pessoas lavando calçadas, usando mangueiras, durante a época de seca, pouco se importando se alguém nas proximidades não tenha água nem para suas necessidades básicas.
Por outro lado, ultimamente, a notícia mais presente nas TVs ou imprensa em geral é sobre as inundações causadas pelo excesso de chuva (???).
Que equilíbrio é este?
O que cada um de nós precisa fazer para melhorar a condição de vida no planeta?
Sugiro a leitura de um interessante artigo sobre a questão no site www.ambientebrasil.com.br, e pensem sobre a importância da relação água&floresta na manutenção do equilíbrio ecológico.
Abraços,
Daniela

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Oficina de Bioarquitetura


De volta ao palco

Katarini em ComunicaçãoMídiaAmbiente&Diversidade

De volta, e com o pé direito

Tô super bem, recomeçando e já com novidades!!!
Depois da inauguração do Viveiro de Mudas da Ilha Comprida, Meros do Brasil no Recife, estou desenvolvendo também um programa de comunicação estratégica para um projeto de uma ONG do RJ Instituto BioAtlantica(http://www.bioatlantica.org.br/) vale conhecer.

Pra começar no Vidágua, teremos uma oficina de bioarquitetura no Vale do Ribeira, no Viveiro da Ilha, de 9 a 15 de fevereiro. Serão ensinadas técnicas alternativas de construção sustentável, como produção de tijolo de adobe, taipa de mão, pintura natural, também sistemas florestais e composteira, além da oportunidade de conhecer um lugar incrível, reduto da Mata Atlantica em SP...vai ter também passeios culturais e ecológicos. Uma ótima opção para finalizar as férias e esperar o carnaval chegar.

A construção sustentável tem tudo a ver com a preservação da Água e Floresta. Os processos artesanais ou semi-industriais dos tijolos de barro, por exemplo, diferente do cimento e tijolo tradicional, não acarretam em desmatamento e emissão de gás carbônico na atmosfera porque são secos naturalmente. Tem também a utilização de composteiras, que é o reaproveitamento de matéria orgânica, melhorando e adubando a terra. Fora que a construção em mutirão valoriza e dá mais energia ao local...imagina em um viveiro! Dá uma olhadinha no cartaz.

Quer saber mais sobre o assunto? http://www.beiraserra.com.br/
http://www.bairrodemetria.com.br/
http://www.bioarquiteto.com.br/
http://www.espiralando.com.br/

Um 2009 iluminado e sustentável para todos!

terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Medindo Forças

Observe o desenho abaixo:




É a reprodução do desenho desenvolvido pela aluna Alexia Fernanda Catarina, da 4ª série do ensino fundamental, da Emef “Prof. Lourdes de Oliveira Colnagui”, de Bauru, sobre sua idéia de responsabilidade ambiental, no concurso realizado pelo projeto “Desenhando a Lei” da OAB-SP, subsecção Bauru.
Em sua inocência, a criança consegue retratar o desespero de ver seu sonho feliz ser transformado em pesadelo com a destruição da floresta que personifica o ambiente ideal, com qualidade de vida.
A pessoa humana, aparentemente muito mais forte, vem, ao longo dos séculos, modificando o meio ambiente, para atender seus desejos, e o faz , na maioria das vezes, sem qualquer critério, colocando interesses econômicos ou imediatos acima da sustentabilidade que garantiria retornos financeiros mais duradores, se bem que, num primeiro momento, menores.
Esta aparente superioridade humana cai por terra, quando a natureza, mais sábia, resolve dar o troco. Ele vem de forma muitas vezes violenta e as pessoas, despreparadas, sofrem as conseqüências dos próprios desmandos.
O Direito é uma disciplina social que tem como objetivo normatizar as relações humanas, o que é feito de forma coercitiva, quando necessário. O Direito Ambiental não é diferente. E, se tem como finalidade a garantia da qualidade de vida para as presentes e futuras gerações, é nas relações das pessoas humanas entre si e com a natureza que procura atingir seu fim. Infelizmente, a aplicabilidade do Direito depende do convencimento das pessoas de que aquilo é o certo, o melhor. Este convencimento, na maioria das vezes, dá-se de forma trágica e passageira. Passado o momento, todos voltam à sua rotina até que novo desastre aconteça e, aí, passam a cobrar do Poder Público ações que também são de sua responsabilidade.
É uma pena que, passados vinte anos, o artigo 225, da Constituição Federal, continue para a maioria dos brasileiros a figurar apenas no papel. A educação ambiental é ainda incipiente e, de certa forma, insipiente e, assim, as ações para que se respeite a natureza, como meio de defesa e preservação de um meio ambiente saudável, são vistas, ainda, como inimigas do desenvolvimento.
A pergunta é: que desenvolvimento? Aquele de Santa Catarina, do Rio de Janeiro, de Minas Gerais e de tantas cidades brasileiras que mata, destrói e que deixa centenas de pessoas a chorar seus mortos, a reconstruir suas vidas?
Chega de medir forças. Já está mais que provado que a natureza, pacífica, é muito mais forte, e, quando necessário, prova isto.
Feliz Ano Novo a todos com muita Água&Floresta!
Maria Helena Beltrame

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Retorno das atividades!!!!!!!!!!!

Políticas para a preservação da Água&Floresta - Ivy

Olá a todos!!!!!!!!!!!!!!! Hoje retomamos as atividades do Vidágua, com muita expectativa, pois em 2009 completamos 15 anos!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! Muitas ações serão realizadas no decorrer deste ano, então sugiro que você fique muito atento aos nossos sites, ao blog e todas as notícias, para poder participar conosco desta agenda intensa!!!!

Há muita expectativa também em relação aos governos municipais que se iniciam esta semana, com a posse de mais de 5.000 prefeitos!!!!!!!! Que políticas serão desenvolvidas para a proteção da nossa Água&Floresta??? Não podemos esquecer que um arcabouço legal é importante, mas é preciso que sejam feitas AÇÕES efetivas, que colaborem com esta proteção: controle da qualidade dos mananciais superficiais e subterrâneos, recuperação das matas ciliares, educação ambiental na zona urbana e rural para o combate ao desperdício de água e para a valorização das matas, criação e fortalecimento de conselhos de meio ambiente deliberativos, estrutura de gestão ambiental, enfim, há uma infinidade de demandas!!!

O Vidágua, que atua presencialmente em mais de 100 municípios, busca colaborar para que estas políticas se tornem realidade, e muitas vezes cobramos que isso aconteça! Desejamos a todos os prefeitos (re)eleitos uma ótima gestão e alertamos sobre a necessidade de incluir, definitivamente, a agenda ambiental como aspecto transversal nas políticas dos municípios brasileiros!!!!!

Um ótimo 2009 a todos!!!!!!!!!!!!!!!