terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Nós, a Água e a Floresta
Precisamos de mais hidroeletrética? É este o meio mais "saudável" de se conseguir energia? Até que ponto as mitigações são aceitáveis? Como os impactos causados pelo alagamento se relacionam com o equilíbrio ecológico e a qualidade de vida garantidos constitucionalmente?
São algumas das questões que devem ser respondidas para o licenciamento e aprovação de obras desse tipo.
De qualquer forma, segue para conhecimento artigo veiculado pela Agência Rebia de Notícias.
Abraços,
Maria Helena
Minc anuncia a liberação de Usina de Belo Monte
Ter, 02/Fev/2010 01:19 Política Ambiental
R$ 1,5 bi em preservação ambiental Vencedor da licitação arcará com os custos para amenizar impacto provocado pela obra
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, confirmou nesta segunda-feira que a licença para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), já está liberada. S egundo ele, a demora na concessão da licença ocorreu devido à necessidade de alterações, no projeto básico, que reduzissem o impacto ambiental da obra, preservando flora e fauna da região. O ministro afirmou que a licença prevê que o construtor que vencer a licitação para realizar o empreendimento terá que desembolsar R$ 1,5 bilhão em obras de preservação e como contrapartida para a região pelo impacto provocado pela obra. "Vamos querer que este investimento seja destinado para educação, saneamento básico daquela população e também preservação das áreas indígenas. O meio ambiente tem um custo e é preciso pagar por isso", disse. Para que a obra seja liberada, o Ibama exige ainda a adoção de medidas que mantenham a navegabilidade do Rio Xingu durante todo o tempo de construção e operação da usina. Também é exigido dos futuros empreendedores um plano de conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres na região da usina. Segundo o ministro, além de ser o licenciamento mais complexo e mais difícil de todos, o de Belo Monte foi o de mais longa discussão. "Todo mundo está olhando, por isso tomamos um cuidado muito grande", comentou Minc. Lembrou que o projeto original previa quatro hidrelétricas no Rio Xingu e que, ao longo dos anos, a meta foi reduzida a uma usina - a de Belo Monte. Inicialmente, a previsão de área alagada para a construção de Belo Monte era de 1,5 mil quilômetros quadrados, mas, observou o ministro, foi reduzida a 500 quilômetros quadrados, metade da qual já é alagada todos os anos, com a cheia do rio. Para mitigar os impactos ambientais da futura obra, o Ministério do Meio Ambiente exige investimentos de R$ 1,5 bilhão. De acordo com o ministro, pelo menos a metade da área que será alagada já sofre constantes alagamentos na época de chuvas. "Dos 500 km² que serão alagados, apenas 250 km² têm vegetação a ser substituída", explicou. Ele disse ainda que o governo vai exigir o deslocamento no posicionamento original da usina na curva do rio Xingu (PA) para garantir a vazão mínima necessária para a navegabilidade, a manutenção de espécies de peixe e o abastecimento de água na região. O ministro descartou que a contrapartida afaste investidores do leilão, que já tem a presença garantida da estatal Eletrobrás. "O preço é esse, acredito que o empreendimento se viabiliza", avaliou Minc. "Não podemos dar uma contrapartida para facilitar o leilão e prejudicar o meio ambiente, comprometer os peixes ou acabar com a navegação. Não posso subordinar a proteção da lei, da população da Amazônia, a um custo econômico-financeiro", completou. Há mais de 20 anos na gaveta, o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte terá capacidade para gerar cerca de 11 mil megawatts, volume próximo ao produzido pela usina binacional de Itaipu, de 14 mil MW. Avaliação de Minc "É a maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a mais polêmica e a terceira hidrelétrica do mundo", afirmou o ministro. Disse, também, que durante o processo de licenciamento prévio houve pressões e "posições extremadas". De um lado, segundo o ministro, estavam os movimentos ambientais, indígenas e religiosos e o Ministério Público, preocupados com a preservação do ambiente e, do outro lado, os futuros empreendedores acusavam os órgãos ambientais de lentidão e excesso de zelo. "Tanto de um lado quanto de outro, as pressões foram muito fortes. Mas a democracia é assim", disse Minc. Sobre a contrapartida de R$ 1,5 bilhão Minc disse que "não é compensação ambiental. São mitigações, contrapartidas, precauções", disse o ministro. Ele acrescentou que o desafio do Brasil é o de ampliar suas fontes renováveis de energia para evitar aumento de emissão de gás carbônico. Segundo Minc, nos últimos anos, o não licenciamento de novas hidrelétricas criou a necessidade de aumento da geração de energia proveniente de usinas termoelétricas movidas a óleo e a carvão, mais poluentes. "Então, realmente, tem que ter boas hidrelétricas", disse o ministro, referindo-se a usinas com reservatórios que inundem a menor extensão possível de áreas. Fonte: Monitor Mercantil ..
São algumas das questões que devem ser respondidas para o licenciamento e aprovação de obras desse tipo.
De qualquer forma, segue para conhecimento artigo veiculado pela Agência Rebia de Notícias.
Abraços,
Maria Helena
Minc anuncia a liberação de Usina de Belo Monte
Ter, 02/Fev/2010 01:19 Política Ambiental
R$ 1,5 bi em preservação ambiental Vencedor da licitação arcará com os custos para amenizar impacto provocado pela obra
O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, confirmou nesta segunda-feira que a licença para a construção da usina hidrelétrica de Belo Monte, no Rio Xingu (PA), já está liberada. S egundo ele, a demora na concessão da licença ocorreu devido à necessidade de alterações, no projeto básico, que reduzissem o impacto ambiental da obra, preservando flora e fauna da região. O ministro afirmou que a licença prevê que o construtor que vencer a licitação para realizar o empreendimento terá que desembolsar R$ 1,5 bilhão em obras de preservação e como contrapartida para a região pelo impacto provocado pela obra. "Vamos querer que este investimento seja destinado para educação, saneamento básico daquela população e também preservação das áreas indígenas. O meio ambiente tem um custo e é preciso pagar por isso", disse. Para que a obra seja liberada, o Ibama exige ainda a adoção de medidas que mantenham a navegabilidade do Rio Xingu durante todo o tempo de construção e operação da usina. Também é exigido dos futuros empreendedores um plano de conservação dos ecossistemas aquáticos e terrestres na região da usina. Segundo o ministro, além de ser o licenciamento mais complexo e mais difícil de todos, o de Belo Monte foi o de mais longa discussão. "Todo mundo está olhando, por isso tomamos um cuidado muito grande", comentou Minc. Lembrou que o projeto original previa quatro hidrelétricas no Rio Xingu e que, ao longo dos anos, a meta foi reduzida a uma usina - a de Belo Monte. Inicialmente, a previsão de área alagada para a construção de Belo Monte era de 1,5 mil quilômetros quadrados, mas, observou o ministro, foi reduzida a 500 quilômetros quadrados, metade da qual já é alagada todos os anos, com a cheia do rio. Para mitigar os impactos ambientais da futura obra, o Ministério do Meio Ambiente exige investimentos de R$ 1,5 bilhão. De acordo com o ministro, pelo menos a metade da área que será alagada já sofre constantes alagamentos na época de chuvas. "Dos 500 km² que serão alagados, apenas 250 km² têm vegetação a ser substituída", explicou. Ele disse ainda que o governo vai exigir o deslocamento no posicionamento original da usina na curva do rio Xingu (PA) para garantir a vazão mínima necessária para a navegabilidade, a manutenção de espécies de peixe e o abastecimento de água na região. O ministro descartou que a contrapartida afaste investidores do leilão, que já tem a presença garantida da estatal Eletrobrás. "O preço é esse, acredito que o empreendimento se viabiliza", avaliou Minc. "Não podemos dar uma contrapartida para facilitar o leilão e prejudicar o meio ambiente, comprometer os peixes ou acabar com a navegação. Não posso subordinar a proteção da lei, da população da Amazônia, a um custo econômico-financeiro", completou. Há mais de 20 anos na gaveta, o projeto da usina hidrelétrica de Belo Monte terá capacidade para gerar cerca de 11 mil megawatts, volume próximo ao produzido pela usina binacional de Itaipu, de 14 mil MW. Avaliação de Minc "É a maior obra do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), a mais polêmica e a terceira hidrelétrica do mundo", afirmou o ministro. Disse, também, que durante o processo de licenciamento prévio houve pressões e "posições extremadas". De um lado, segundo o ministro, estavam os movimentos ambientais, indígenas e religiosos e o Ministério Público, preocupados com a preservação do ambiente e, do outro lado, os futuros empreendedores acusavam os órgãos ambientais de lentidão e excesso de zelo. "Tanto de um lado quanto de outro, as pressões foram muito fortes. Mas a democracia é assim", disse Minc. Sobre a contrapartida de R$ 1,5 bilhão Minc disse que "não é compensação ambiental. São mitigações, contrapartidas, precauções", disse o ministro. Ele acrescentou que o desafio do Brasil é o de ampliar suas fontes renováveis de energia para evitar aumento de emissão de gás carbônico. Segundo Minc, nos últimos anos, o não licenciamento de novas hidrelétricas criou a necessidade de aumento da geração de energia proveniente de usinas termoelétricas movidas a óleo e a carvão, mais poluentes. "Então, realmente, tem que ter boas hidrelétricas", disse o ministro, referindo-se a usinas com reservatórios que inundem a menor extensão possível de áreas. Fonte: Monitor Mercantil ..
sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
Nós, a Água e a Floresta
Abelhas estão desaparecendo no sul do Brasil
Há algum tempo, temos ouvido falar sobre o desaparecimento de certos tipos de abelha fora do País. Parece que agora o problema já é nosso! Uma das principais suspeitas é que o fato seja ocasionado pelos transgênicos. Vejam o artigo abaixo: é um pouco longo, mas bastante interessante!
Apicultores gaúchos e catarinenses relatam desaparecimento de abelhas em níveis inéditos. Alguns produtores registram perdas de 25% na produção de mel. Pesquisador diz que uma das causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas.
As primeiras notícias sobre o fenômeno do desaparecimento das abelhas foram recebidas como uma espécie de enredo de um novo filme de ficção científica. Mas o problema tornou-se muito real. Nos Estados Unidos recebeu o nome de Colony Collapse Disorder (Desordem e Colapso da Colônia). Agora, o problema foi detectado também no Brasil, particularmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Matéria publicada no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, afirma que o desaparecimento das abelhas já é motivo de grande preocupação entre apicultores dos dois Estados. E o desaparecimento vem acompanhado de outro problema: as abelhas que permanecem nas colméias estão morrendo infectadas por diversas doenças. Em depoimento ao jornal, o apicultor e pesquisador Leandro Simões, de Campo Alegre, diz que nunca viu algo parecido em 35 anos de profissão.
O fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, uma vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta, por 65% dos alimentos consumidos pelos seres humanos. Alguns produtores já registram perdas de 25% na produção de mel.
Segundo Jair Barbosa Júnior, do Instituto de Estudos Socioeconômicos, com sede em Brasília, uma das possíveis causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas. No Brasil, lembrou Barbosa, não há estudos aprofundados sobre o impacto dos transgênicos no ecossistema. Outra possível causa apontada pelo pesquisador é o aquecimento global. O sistema de orientação das abelhas funciona por meio dos olhos. As abelhas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colméias. O aumento da incidência de raios ultravioletas poderia, assim, ser uma das causas do fenômeno. Essa possível causa não explica, porém, o que está atingindo o sistema imunológico dos animais.
A advertência de EinsteinO físico Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, a humanidade seguiria o mesmo rumo em um período de 4 anos. A razão é muito simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há alimentos. O desaparecimento das abelhas começou a ser tema na mídia em 2006, nos EUA e no Canadá, quando criadores que alugam enxames para agricultores começaram a relatar o desaparecimento destes animais em níveis muito elevados.
Em várias regiões destes dois países, apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias. O biólogo norte-americano Edward Wilson, chamou o fenômeno de “o Katrina da entomologia”, numa referência ao furacão que arrasou Nova Orleans, nos EUA.
Na Califórnia, entre 30% e 60% das abelhas desapareceram. Em algumas regiões da costa leste dos EUA e do Texas, esse índice chegou a 70%. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o fenômeno foi registrado em 42 estados norte-americanos e duas províncias canadenses. A redução das colônias de abelhas no país vem ocorrendo, pelo menos, desde 1980. De acordo com dados do USDA, o número de colméias hoje nos EUA (2,4 milhões) é 25% do que aquele que existia em 1980.
Já segundo a Associação de Apicultura Americana, o desaparecimento das abelhas atingiu 30 estados dos EUA. A morte repentina de abelhas também já foi registrada em países como Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Manfred Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores, relatou uma queda de 25% nas populações de abelhas por toda o país.
Transgênicos entre os suspeitosEntre as possíveis causas do fenômeno, são citadas a radiação de telefones celulares, o uso indiscriminado de herbicidas e o uso de transgênicos, em especial os do milho Bt (com gene resistente a insetos; contém pedaços do DNA da bactéria Bacillus thuringiensis).
Diversos países proibiram, recentemente, variedades transgênicas do tipo Bt, o segundo transgênico mais plantado hoje no mundo (fica atrás apenas da soja). O governo peruano proibiu a variedade da batatinha transgênica Bt, em razão do país ser o centro de origem e biodiversidade desta cultura. O México proibiu totalmente o plantio ou consumo do milho Bt pelas mesmas razões. O governo da Grécia tomou a mesma decisão, estendendo a proibição a 20 variedades do milho Bt, por risco de ameaça à espécie humana, à vida silvestre e à indústria de criação de abelhas. O Brasil, por sua vez, vem aprovando a liberação de transgênicos Bt.
Outra hipótese levantada relaciona o problema à radiação dos telefones celulares. O jornal inglês The Independent publicou matéria a respeito, afirmando que a radiação dos celulares poderia estar interferindo no sistema de navegação das abelhas, provocando a desorientação das mesmas, que, assim, não conseguiriam mais voltar para suas colméias. Além disso, citou pesquisas alemãs que apontaram mudanças de comportamento das abelhas nas proximidades de linhas de transmissão de alta tensão.
Ainda não foi encontrada nenhuma prova sobre a real causa do problema. A possibilidade de uma praga causada por algum produto químico é questionada pelo fato de que não são encontrados restos mortais das abelhas em grande número. Quando uma colônia é afetada por algum microorganismo, há muitos insetos mortos em torno delas. Nos casos relatados nos EUA e em outros países, as abelhas simplesmente estão desaparecendo.
Alguns cientistas, por outro lado, minimizam o problema. O professor emérito de entomologia da Oregon State University, Michael Burgett, disse ao jornal The New York Times que as grandes baixas em abelhas em algumas regiões poderiam simplesmente ser um reflexo de picos populacionais superiores à taxa normal de mortalidade em décadas recentes. Segundo ele, no final dos anos 70 houve um fenômeno similar a este, que, na época, foi chamado de “doença do desaparecimento”. Não foi encontrada uma causa específica para o desaparecimento.
Mas não se trata de uma simples repetição. A novidade é que, desta vez, o problema está aparecendo ao mesmo tempo em várias regiões do planeta, inclusive no Brasil.
Marco Aurélio Weisheimer - Carta Maior
Como os antigos já diziam: "cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém." Como vivo repetindo, meio ambiente combina com precaução.
Até quando vamos pagar para ver?
Beijos,
Maria Helena
Há algum tempo, temos ouvido falar sobre o desaparecimento de certos tipos de abelha fora do País. Parece que agora o problema já é nosso! Uma das principais suspeitas é que o fato seja ocasionado pelos transgênicos. Vejam o artigo abaixo: é um pouco longo, mas bastante interessante!
Apicultores gaúchos e catarinenses relatam desaparecimento de abelhas em níveis inéditos. Alguns produtores registram perdas de 25% na produção de mel. Pesquisador diz que uma das causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas.
As primeiras notícias sobre o fenômeno do desaparecimento das abelhas foram recebidas como uma espécie de enredo de um novo filme de ficção científica. Mas o problema tornou-se muito real. Nos Estados Unidos recebeu o nome de Colony Collapse Disorder (Desordem e Colapso da Colônia). Agora, o problema foi detectado também no Brasil, particularmente em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul.
Matéria publicada no jornal Diário Catarinense, de Florianópolis, afirma que o desaparecimento das abelhas já é motivo de grande preocupação entre apicultores dos dois Estados. E o desaparecimento vem acompanhado de outro problema: as abelhas que permanecem nas colméias estão morrendo infectadas por diversas doenças. Em depoimento ao jornal, o apicultor e pesquisador Leandro Simões, de Campo Alegre, diz que nunca viu algo parecido em 35 anos de profissão.
O fenômeno pode causar graves desequilíbrios ambientais, uma vez que as abelhas são responsáveis por mais de 90% da polinização e, de forma direta ou indireta, por 65% dos alimentos consumidos pelos seres humanos. Alguns produtores já registram perdas de 25% na produção de mel.
Segundo Jair Barbosa Júnior, do Instituto de Estudos Socioeconômicos, com sede em Brasília, uma das possíveis causas do fenômeno pode ser a influência de lavouras transgênicas. No Brasil, lembrou Barbosa, não há estudos aprofundados sobre o impacto dos transgênicos no ecossistema. Outra possível causa apontada pelo pesquisador é o aquecimento global. O sistema de orientação das abelhas funciona por meio dos olhos. As abelhas dependem da luz solar para encontrar o caminho de volta para as colméias. O aumento da incidência de raios ultravioletas poderia, assim, ser uma das causas do fenômeno. Essa possível causa não explica, porém, o que está atingindo o sistema imunológico dos animais.
A advertência de EinsteinO físico Albert Einstein disse que se as abelhas desaparecessem, a humanidade seguiria o mesmo rumo em um período de 4 anos. A razão é muito simples: sem abelhas não há polinização, e sem polinização não há alimentos. O desaparecimento das abelhas começou a ser tema na mídia em 2006, nos EUA e no Canadá, quando criadores que alugam enxames para agricultores começaram a relatar o desaparecimento destes animais em níveis muito elevados.
Em várias regiões destes dois países, apicultores chegaram a perder 90% de suas colméias. O biólogo norte-americano Edward Wilson, chamou o fenômeno de “o Katrina da entomologia”, numa referência ao furacão que arrasou Nova Orleans, nos EUA.
Na Califórnia, entre 30% e 60% das abelhas desapareceram. Em algumas regiões da costa leste dos EUA e do Texas, esse índice chegou a 70%. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o fenômeno foi registrado em 42 estados norte-americanos e duas províncias canadenses. A redução das colônias de abelhas no país vem ocorrendo, pelo menos, desde 1980. De acordo com dados do USDA, o número de colméias hoje nos EUA (2,4 milhões) é 25% do que aquele que existia em 1980.
Já segundo a Associação de Apicultura Americana, o desaparecimento das abelhas atingiu 30 estados dos EUA. A morte repentina de abelhas também já foi registrada em países como Alemanha, Suíça, Espanha, Portugal, Itália e Grécia. Manfred Hederer, presidente da Associação Alemã de Apicultores, relatou uma queda de 25% nas populações de abelhas por toda o país.
Transgênicos entre os suspeitosEntre as possíveis causas do fenômeno, são citadas a radiação de telefones celulares, o uso indiscriminado de herbicidas e o uso de transgênicos, em especial os do milho Bt (com gene resistente a insetos; contém pedaços do DNA da bactéria Bacillus thuringiensis).
Diversos países proibiram, recentemente, variedades transgênicas do tipo Bt, o segundo transgênico mais plantado hoje no mundo (fica atrás apenas da soja). O governo peruano proibiu a variedade da batatinha transgênica Bt, em razão do país ser o centro de origem e biodiversidade desta cultura. O México proibiu totalmente o plantio ou consumo do milho Bt pelas mesmas razões. O governo da Grécia tomou a mesma decisão, estendendo a proibição a 20 variedades do milho Bt, por risco de ameaça à espécie humana, à vida silvestre e à indústria de criação de abelhas. O Brasil, por sua vez, vem aprovando a liberação de transgênicos Bt.
Outra hipótese levantada relaciona o problema à radiação dos telefones celulares. O jornal inglês The Independent publicou matéria a respeito, afirmando que a radiação dos celulares poderia estar interferindo no sistema de navegação das abelhas, provocando a desorientação das mesmas, que, assim, não conseguiriam mais voltar para suas colméias. Além disso, citou pesquisas alemãs que apontaram mudanças de comportamento das abelhas nas proximidades de linhas de transmissão de alta tensão.
Ainda não foi encontrada nenhuma prova sobre a real causa do problema. A possibilidade de uma praga causada por algum produto químico é questionada pelo fato de que não são encontrados restos mortais das abelhas em grande número. Quando uma colônia é afetada por algum microorganismo, há muitos insetos mortos em torno delas. Nos casos relatados nos EUA e em outros países, as abelhas simplesmente estão desaparecendo.
Alguns cientistas, por outro lado, minimizam o problema. O professor emérito de entomologia da Oregon State University, Michael Burgett, disse ao jornal The New York Times que as grandes baixas em abelhas em algumas regiões poderiam simplesmente ser um reflexo de picos populacionais superiores à taxa normal de mortalidade em décadas recentes. Segundo ele, no final dos anos 70 houve um fenômeno similar a este, que, na época, foi chamado de “doença do desaparecimento”. Não foi encontrada uma causa específica para o desaparecimento.
Mas não se trata de uma simples repetição. A novidade é que, desta vez, o problema está aparecendo ao mesmo tempo em várias regiões do planeta, inclusive no Brasil.
Marco Aurélio Weisheimer - Carta Maior
Como os antigos já diziam: "cautela e caldo de galinha não faz mal a ninguém." Como vivo repetindo, meio ambiente combina com precaução.
Até quando vamos pagar para ver?
Beijos,
Maria Helena
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
Alternativas infernais
Katarini em ComunicaçãoMídiaAmbiente&Diversidade
Vou aproveitar o espaço hoje para reproduzir trechos de um texto que li ontem na revista Contra Corrente (para quem desafia o pensamento único) da Rede Brasil - http://www.rbrasil.org.br/. Escrito pela antropóloga Cecilia Mello, o artigo me despertou para o nosso conformismo de aceitar as coisas como são porque tem ser assim, não há solução. São as chamadas alternativas infernais...Conheça um pouco:
"...'alternativas infernais', isto é, o “conjunto de situações que não parecem deixar nenhuma escolha a não sera resignação ou uma denúncia que soa um pouco vazia, marcada de impotência, porque não oferece nenhuma possibilidade de tomada de ação”. Podemos citar alguns outros exemplos de alternativas infernais: se aumentarmos os salários, teremos demissões; se o meio ambiente for preservado, nosso país perderá competitividade; se a previdência social for mantida, as gerações futuras não terão como arcá-la. Segundo Stengers (filósofo francês), as alternativas infernais são características do modo de funcionamento atual do capitalismo e funcionam como uma sentença de morte da política, isto é, da possibilidade de ação coletiva em torno da construção de um projeto diferente do hegemônico. A pergunta que nos cabe formular,
portanto, é: como recolocar em termos políticos aquilo que hoje se apresenta nos termos de uma alternativa infernal?"
"A possibilidade de escapar deste“beco sem saída” nasce quando não se aceita o jogo imposto pelo emissor da mensagem dupla e se é capaz não apenas de formular uma crítica sobre o modo como os termos estão colocados, como também de definir o jogo segundo novos termos."
É para se pensar...
Vou aproveitar o espaço hoje para reproduzir trechos de um texto que li ontem na revista Contra Corrente (para quem desafia o pensamento único) da Rede Brasil - http://www.rbrasil.org.br/. Escrito pela antropóloga Cecilia Mello, o artigo me despertou para o nosso conformismo de aceitar as coisas como são porque tem ser assim, não há solução. São as chamadas alternativas infernais...Conheça um pouco:
"...'alternativas infernais', isto é, o “conjunto de situações que não parecem deixar nenhuma escolha a não sera resignação ou uma denúncia que soa um pouco vazia, marcada de impotência, porque não oferece nenhuma possibilidade de tomada de ação”. Podemos citar alguns outros exemplos de alternativas infernais: se aumentarmos os salários, teremos demissões; se o meio ambiente for preservado, nosso país perderá competitividade; se a previdência social for mantida, as gerações futuras não terão como arcá-la. Segundo Stengers (filósofo francês), as alternativas infernais são características do modo de funcionamento atual do capitalismo e funcionam como uma sentença de morte da política, isto é, da possibilidade de ação coletiva em torno da construção de um projeto diferente do hegemônico. A pergunta que nos cabe formular,
portanto, é: como recolocar em termos políticos aquilo que hoje se apresenta nos termos de uma alternativa infernal?"
"A possibilidade de escapar deste“beco sem saída” nasce quando não se aceita o jogo imposto pelo emissor da mensagem dupla e se é capaz não apenas de formular uma crítica sobre o modo como os termos estão colocados, como também de definir o jogo segundo novos termos."
É para se pensar...
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Nós, a Água e a Floresta
Não é a primeira vez que falo de minha mãe aqui. Mas é que ela é um de meus maiores incentivos (é isto mesmo: incentivo), para continuar trabalhando voluntariamente em favor das questões ambientais.
Como comentei em uma reunião na OAB na semana passada, para trabalhar com meio ambiente é preciso ser bastante idealista, pois os resultados não são rápidos nem abundantes. Assim, toda vez que recebemos uma resposta positiva às nossas ações, ficamos felizes.
Pois, nesse final de semana, minha mãe, uma senhora de 87 anos, que já faz a separação do lixo, reutilizando o lixo orgânico como alimento para os animais silvestres e adubação da horta (mora na zona rural), e economiza água, chegou toda feliz e disse-me: "estou colaborando mais um pouco com o meio ambiente: comprei uma sacola retornável"!
Você deve estar perguntando: o que tem isto de extraordinário? Muita gente já comprou sua sacola retornável, separa o lixo, economiza água ....
O extraordinário é mais uma ação ambientalmente positiva e vir de uma pessoa que tem conceitos já enraizados, bastante idosa, e está disposta a mudar comportamento. Mesmo que não fosse por isto, é mais uma vitória. Mais alguém assumindo a responsabilidade na defesa e conservação do meio ambiente. Mais alguém preocupada com a qualidade de vida das presentes e futuras gerações.
Peço, então, licença a todos vocês para dar os parabéns à minha mãe e agradecer-lhe por mais este gesto de cidadania.
Beijos,
Como comentei em uma reunião na OAB na semana passada, para trabalhar com meio ambiente é preciso ser bastante idealista, pois os resultados não são rápidos nem abundantes. Assim, toda vez que recebemos uma resposta positiva às nossas ações, ficamos felizes.
Pois, nesse final de semana, minha mãe, uma senhora de 87 anos, que já faz a separação do lixo, reutilizando o lixo orgânico como alimento para os animais silvestres e adubação da horta (mora na zona rural), e economiza água, chegou toda feliz e disse-me: "estou colaborando mais um pouco com o meio ambiente: comprei uma sacola retornável"!
Você deve estar perguntando: o que tem isto de extraordinário? Muita gente já comprou sua sacola retornável, separa o lixo, economiza água ....
O extraordinário é mais uma ação ambientalmente positiva e vir de uma pessoa que tem conceitos já enraizados, bastante idosa, e está disposta a mudar comportamento. Mesmo que não fosse por isto, é mais uma vitória. Mais alguém assumindo a responsabilidade na defesa e conservação do meio ambiente. Mais alguém preocupada com a qualidade de vida das presentes e futuras gerações.
Peço, então, licença a todos vocês para dar os parabéns à minha mãe e agradecer-lhe por mais este gesto de cidadania.
Beijos,
sexta-feira, 15 de janeiro de 2010
Aquecimento global - Precisamos fazer a nossa parte*
O aquecimento global é algo muito perigoso para a humanidade e pode ficar irreversível e nos causar muitos danos. Tem pessoas que pensam que a água nunca vai acabar e por isso estão gastando descontroladamente. Isso é o mesmo que está acontecendo com o aquecimento global, as pessoas desmatam sem necessidade, colocam fogo na mata para fazer pastagem para gado e etc. Pare e reflita sobre isso: você não quer deixar um mundo melhor para seus filhos e netos? Nós há muito tempo estamos sendo avisados que a água pode acabar, e sabe o que fizemos? Nada, nós não fizemos nada para mudar isso. E agora estamos sendo avisados sobre o aquecimento global e espero que todos nós juntos possamos reverter esta situação.
Eu e meus pais sempre procuramos ajudar para deixar o mundo melhor. Nós reciclamos, colocamos pilhas em uma caixinha e levamos para depositar nos mercados, quando tem algum animal silvestre nós cuidamos e levamos para o Ibama, para que eles sejam devolvidos ao seu ambiente natural. Bom, fazemos de tudo para ajudar a natureza! Inclusive o último animal que cuidamos foi um cachorro do mato que já voltou para natureza, ele estava no meio da cana queimada, e sua mãe e seus irmãos tinham morrido, e só ele sobreviveu. Mais uma vez a ação do homem prejudicando a natureza. Durante a primavera aqui faz um calor imenso, imagina só durante o verão. Lá nos pólos o gelo todo derrete e se os ursos polares tiverem muita sorte vai ficar apenas um pedacinho de gelo. Eles até lutam para tentar salvar seus filhos, mais muitos não conseguem. Depois de ler todo este texto que eu fiz, vocês não acham melhor ajudar?
Pois por enquanto é só um aviso!!! O Planeta Terra precisa de nós!
*A autora, Ana Luiza Lambertini Gomes Gazzetta, tem 11 anos e é estudante da 5ª. Série
Eu e meus pais sempre procuramos ajudar para deixar o mundo melhor. Nós reciclamos, colocamos pilhas em uma caixinha e levamos para depositar nos mercados, quando tem algum animal silvestre nós cuidamos e levamos para o Ibama, para que eles sejam devolvidos ao seu ambiente natural. Bom, fazemos de tudo para ajudar a natureza! Inclusive o último animal que cuidamos foi um cachorro do mato que já voltou para natureza, ele estava no meio da cana queimada, e sua mãe e seus irmãos tinham morrido, e só ele sobreviveu. Mais uma vez a ação do homem prejudicando a natureza. Durante a primavera aqui faz um calor imenso, imagina só durante o verão. Lá nos pólos o gelo todo derrete e se os ursos polares tiverem muita sorte vai ficar apenas um pedacinho de gelo. Eles até lutam para tentar salvar seus filhos, mais muitos não conseguem. Depois de ler todo este texto que eu fiz, vocês não acham melhor ajudar?
Pois por enquanto é só um aviso!!! O Planeta Terra precisa de nós!
*A autora, Ana Luiza Lambertini Gomes Gazzetta, tem 11 anos e é estudante da 5ª. Série
Respondendo
Agradeço o retorno do colega na mensagem (anônima) sobre a lista suja, que inclui empresas que utilizam trabalho escravo. Temos que investir mais no nosso poder político do consumo, quando possível, se negando a consumir produtos deste tipo de empresa. A ação, ainda que possa parecer utópica, em grandes proporções pode gerar um impacto muito mais negativo (inclusive financeiramente) para empresa do que uma multa que ela é obrigada a pagar. Vamos em frente.
Posto acima um artigo de uma recente "colaboradora" do Vidágua. Filha de uma de nossos coordenadores, Ana Luíza tem a intenção de fundar um Vidágua Teen. Mas está faltando adeptos...quem se habilita?
Posto acima um artigo de uma recente "colaboradora" do Vidágua. Filha de uma de nossos coordenadores, Ana Luíza tem a intenção de fundar um Vidágua Teen. Mas está faltando adeptos...quem se habilita?
terça-feira, 12 de janeiro de 2010
Nós, a Água e a Floresta
Dos delitos e das penas ambientais.
No século XVIII, ao falar sobre delitos e penas, Cesare Beccaria afirmou que não se deviam punir com “penas infamantes” delitos não reputados como tais pelas pessoas, porque isto atenuaria o sentimento de infâmia pelos que realmente eram. E cita, como exemplo, que não se deveria aplicar a pena de morte para quem matasse um faisão e para quem cometesse um assassínio, para evitar que não se fizesse nenhuma diferença entre os dois delitos.
Embora tenha havido mudanças com relação à significância dos delitos do século XVIII até hoje, seu conceito não sofreu alteração. Por isto, o fato dos crimes ambientais serem punidos com penas de certa forma irrelevantes, faz com que as pessoas assim os considerem.
Não vamos falar do falcão, que é um animal exótico, mas matar um animal silvestre pode gerar detenção de seis meses a um ano, e multa (art. 29, da 6905/98), enquanto que matar alguém tem, como pena, de seis a vinte anos (art. 121, do Código Penal).
É claro que não quero fazer comparações, mesmo porque a grande maioria não vai aceitar a mínima aproximação da importância de uma vida humana em relação às outras formas de vida, entretanto é preciso que se dê mais valor às questões ambientais, e aumentar as punições para quem comete delitos contra o meio ambiente é uma maneira de se conseguir isto.
Uma outra questão é a demora entre o ato praticado e a punição. Mais uma vez, citamos Beccaria: “Quanto mais e pena for rápida e próxima do delito, tanto mais justa e útil ela será”. Justifica seu conceito, dizendo que será mais justa, pois evitará que o réu seja punido duplamente, ou seja, também com o sofrimento e incerteza da espera, e mais útil, pois quanto menor o espaço entre o delito e a pena mais estreita e durável é a associação entre as duas ideias.
Infelizmente, isto está muito longe de acontecer. Tanto nos casos das ações penais como nas administrativas e civis, o prazo entre os delitos e o julgamento é tão distanciado que, na maioria das vezes, o fato já foi esquecido pela maioria das pessoas e as evidências não são mais “tão evidentes”.
Tomei como exemplo Cesare Beccaria, para ilustrar o fato de que o pensamento de alguém do século XVIII continua aplicável, porém não aplicado, ao século XXI, principalmente no que diz respeito às questões ambientais, mormente ao fato de que meio ambiente passou a ser um assunto bastante relevante.
Embora tenha havido mudanças com relação à significância dos delitos do século XVIII até hoje, seu conceito não sofreu alteração. Por isto, o fato dos crimes ambientais serem punidos com penas de certa forma irrelevantes, faz com que as pessoas assim os considerem.
Não vamos falar do falcão, que é um animal exótico, mas matar um animal silvestre pode gerar detenção de seis meses a um ano, e multa (art. 29, da 6905/98), enquanto que matar alguém tem, como pena, de seis a vinte anos (art. 121, do Código Penal).
É claro que não quero fazer comparações, mesmo porque a grande maioria não vai aceitar a mínima aproximação da importância de uma vida humana em relação às outras formas de vida, entretanto é preciso que se dê mais valor às questões ambientais, e aumentar as punições para quem comete delitos contra o meio ambiente é uma maneira de se conseguir isto.
Uma outra questão é a demora entre o ato praticado e a punição. Mais uma vez, citamos Beccaria: “Quanto mais e pena for rápida e próxima do delito, tanto mais justa e útil ela será”. Justifica seu conceito, dizendo que será mais justa, pois evitará que o réu seja punido duplamente, ou seja, também com o sofrimento e incerteza da espera, e mais útil, pois quanto menor o espaço entre o delito e a pena mais estreita e durável é a associação entre as duas ideias.
Infelizmente, isto está muito longe de acontecer. Tanto nos casos das ações penais como nas administrativas e civis, o prazo entre os delitos e o julgamento é tão distanciado que, na maioria das vezes, o fato já foi esquecido pela maioria das pessoas e as evidências não são mais “tão evidentes”.
Tomei como exemplo Cesare Beccaria, para ilustrar o fato de que o pensamento de alguém do século XVIII continua aplicável, porém não aplicado, ao século XXI, principalmente no que diz respeito às questões ambientais, mormente ao fato de que meio ambiente passou a ser um assunto bastante relevante.
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Lista suja
Meio ambiente e trabalho: Empregadores entram para a lista suja da escravidão
A Cosan, uma das maiores processadores de cana-de-açúcar do mundo, entrou para a "lista suja" do trabalho escravo. A inclusão da gigante sucroalcooleira e de outros 11 empregadores envolvidos em flagrantes de escravidão foi confirmada nesta quarta-feira (31) pela atualização semestral do cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).A fiscalização que resultou na inclusão da Cosan na "lista suja" ocorreu em junho de 2007, na Usina Junqueira, em Igarapava (SP). Na ocasião, 42 trabalhadores foram libertados da unidade da Cosan. Dona da rede de postos Esso e detentora das conhecidas marcas de açúcar União e Da Barra, a companhia faturou, com todos os seus negócios, cerca de R$ 14 bilhões em 2008 e emprega 43 mil pessoas no período da safra. Ao todo, a Cosan possui 23 unidades produtoras - 21 em São Paulo e duas em construção, uma em Jataí (GO) e outra em Caarapó (MS) -, quatro refinarias e dois terminais portuários.A Usina Junqueira foi incorporada pela Cosan em 2002 e tem capacidade para a moagem de 16 mil t por dia e produção de 24 mil sacas de açúcar e 900 m³ de etanol diários, segundo o site da própria empresa. A unidade de Igarapava (SP) faz parte de pelo menos dois pactos de responsabilidade empresarial: o Compromisso Nacional para a Melhoria das Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, articulado pelo governo federal e lançado em junho de 2009, e o Protocolo Ambiental que faz parte do Programa Etanol Verde, do governo paulista, que concede certificados de boas práticas socioambientais a usinas e estabelece metas de redução de impactos.
Um quarto dos empregadores incluídos na atualização semestral da "lista suja" é do Oeste da Bahia, pólo de expansão do agronegócio nacional. Do total de 12, três são desta mesma região: José Alípio Fernandes da Silveira, que cultiva soja em São Desidério (BA); Nelson Luiz Roso e Ricardo Ferrigno Teixeira, que plantam algodão em Barreiras (BA). Quando da libertação das 82 pessoas (submetidas, segundo auditores, a condições degradantes e servidão por dívida na área de mais de 6 mil hectares) da Fazenda Campo Aberto, em março de 2007, Ricardo tinha como um de seus sócios Milton da Silva, pai do falecido piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna.As 67 libertações ocorridas em março de 2005, na Fazenda Roso, não impediram que o agricultor Nelson aparecesse com destaque na publicação promocional de uma empresa de máquinas agrícolas. Assim como José Alípio, dono da Fazenda Bananal, onde houve cinco libertações em maio de 2007, foi citado como exemplo de produtividade em divulgação de fertilizantes.Outro produtor de região de avanço do agronegócio adicionado ao rol dos infratores foi Cornélio Adriano Sanders, da Fazenda Progresso, em Uruçuí (PI). Em dezembro de 2005, ação fiscal encontrou vasilhames de produtos químicos sendo utilizados para armazenar a água consumida pelos arregimentados para limpar o terreno antes do plantio da monocultura de soja.
Inclusões e Exclusões da "Lista Suja" do Trabalho Escravo
Entraram em 31/12/2009
Carlos Luiz dos SantosCosan S/A – Indústria e Comércio
Dirceu Bottega
Francisco Antelius Servulo Vaz
Cornélio Adriano Sanders
José Agnelo Crozetta ME
José Alípio Fernandes da Silveira
José Pereira Miranda
Laticínio Vitória do Xingu S/ANelson Luiz Roso
Osvaldino dos Anjos de Souza
Ricardo Ferrigno Teixeira
A Cosan, uma das maiores processadores de cana-de-açúcar do mundo, entrou para a "lista suja" do trabalho escravo. A inclusão da gigante sucroalcooleira e de outros 11 empregadores envolvidos em flagrantes de escravidão foi confirmada nesta quarta-feira (31) pela atualização semestral do cadastro mantido pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).A fiscalização que resultou na inclusão da Cosan na "lista suja" ocorreu em junho de 2007, na Usina Junqueira, em Igarapava (SP). Na ocasião, 42 trabalhadores foram libertados da unidade da Cosan. Dona da rede de postos Esso e detentora das conhecidas marcas de açúcar União e Da Barra, a companhia faturou, com todos os seus negócios, cerca de R$ 14 bilhões em 2008 e emprega 43 mil pessoas no período da safra. Ao todo, a Cosan possui 23 unidades produtoras - 21 em São Paulo e duas em construção, uma em Jataí (GO) e outra em Caarapó (MS) -, quatro refinarias e dois terminais portuários.A Usina Junqueira foi incorporada pela Cosan em 2002 e tem capacidade para a moagem de 16 mil t por dia e produção de 24 mil sacas de açúcar e 900 m³ de etanol diários, segundo o site da própria empresa. A unidade de Igarapava (SP) faz parte de pelo menos dois pactos de responsabilidade empresarial: o Compromisso Nacional para a Melhoria das Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, articulado pelo governo federal e lançado em junho de 2009, e o Protocolo Ambiental que faz parte do Programa Etanol Verde, do governo paulista, que concede certificados de boas práticas socioambientais a usinas e estabelece metas de redução de impactos.
Um quarto dos empregadores incluídos na atualização semestral da "lista suja" é do Oeste da Bahia, pólo de expansão do agronegócio nacional. Do total de 12, três são desta mesma região: José Alípio Fernandes da Silveira, que cultiva soja em São Desidério (BA); Nelson Luiz Roso e Ricardo Ferrigno Teixeira, que plantam algodão em Barreiras (BA). Quando da libertação das 82 pessoas (submetidas, segundo auditores, a condições degradantes e servidão por dívida na área de mais de 6 mil hectares) da Fazenda Campo Aberto, em março de 2007, Ricardo tinha como um de seus sócios Milton da Silva, pai do falecido piloto de Fórmula 1, Ayrton Senna.As 67 libertações ocorridas em março de 2005, na Fazenda Roso, não impediram que o agricultor Nelson aparecesse com destaque na publicação promocional de uma empresa de máquinas agrícolas. Assim como José Alípio, dono da Fazenda Bananal, onde houve cinco libertações em maio de 2007, foi citado como exemplo de produtividade em divulgação de fertilizantes.Outro produtor de região de avanço do agronegócio adicionado ao rol dos infratores foi Cornélio Adriano Sanders, da Fazenda Progresso, em Uruçuí (PI). Em dezembro de 2005, ação fiscal encontrou vasilhames de produtos químicos sendo utilizados para armazenar a água consumida pelos arregimentados para limpar o terreno antes do plantio da monocultura de soja.
Inclusões e Exclusões da "Lista Suja" do Trabalho Escravo
Entraram em 31/12/2009
Carlos Luiz dos SantosCosan S/A – Indústria e Comércio
Dirceu Bottega
Francisco Antelius Servulo Vaz
Cornélio Adriano Sanders
José Agnelo Crozetta ME
José Alípio Fernandes da Silveira
José Pereira Miranda
Laticínio Vitória do Xingu S/ANelson Luiz Roso
Osvaldino dos Anjos de Souza
Ricardo Ferrigno Teixeira
terça-feira, 5 de janeiro de 2010
Nós, a Água e a Floresta
Iniciamos mais um ano no calendário. Na realidade, vamos dar continuidade aos nossos trabalhos. Mas este início de ano, ficará marcado pela tristeza que nos abateu no dia do aniversário de 15 anos do Vidágua. Estávamos um pouco triste, por não termos alcançado o sucesso esperado em nossa campanha de filiação e não esperávamos ser atingidos por uma calamidade tão grande: a perda de nosso amigo, de nosso companheiro de tantas lutas, de forma imprevista e inexplicável! Com isto, tudo o mais ficou tão pequeno!
Ivan, prometemos que sua luta não terminou no dia 29 de dezembro! Vamos nos desdobrar, para continuar levando seus ideais para os pequenos e grandes que ainda estão dispostos a lutar por um mundo mais saudável.
Aprendemos que meio ambiente não tem fronteiras. Esperamos que não tenha mesmo e de onde você estiver, continue nos iluminando, para que façamos sempre o melhor.
Convoco a todos os ambientalistas para fazer deste ano um marco para ser lembrado, como uma homenagem a um grande lutador: Ivan.
Ivan, prometemos que sua luta não terminou no dia 29 de dezembro! Vamos nos desdobrar, para continuar levando seus ideais para os pequenos e grandes que ainda estão dispostos a lutar por um mundo mais saudável.
Aprendemos que meio ambiente não tem fronteiras. Esperamos que não tenha mesmo e de onde você estiver, continue nos iluminando, para que façamos sempre o melhor.
Convoco a todos os ambientalistas para fazer deste ano um marco para ser lembrado, como uma homenagem a um grande lutador: Ivan.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
29.12.09
Hoje, oficialmente, o Vidágua completa 15 anos de atuação. Uma data que seria de comemoração e reflexão, nos trouxe um luto que será muito difícil superar... Algumas coisas na vida realmente não tem explicação, é dificil de entender, de aceitar, nos resta lamentar e continuar, ainda que capengas, faltando uma peça muito importante.
Uma das pessoas que mais contribuiu com a jornada do Vidágua nos deixou exatamente hoje, e o meio ambiente perdeu um de seus grandes defensores, conhecedores e um apaixonado pela vida, em todas suas formas e cores. A vida quis assim? mas nós não!
Coincidência ou não, a data de comemoração, será agora de recordação.
Não há mais palavras para terminar este ano. O próximo com certeza perderá um pouco do brilho do verde... tão aclamado pelo nosso querido ambientalista Ivan de Marche.
Força em 2010 para todos!
Uma das pessoas que mais contribuiu com a jornada do Vidágua nos deixou exatamente hoje, e o meio ambiente perdeu um de seus grandes defensores, conhecedores e um apaixonado pela vida, em todas suas formas e cores. A vida quis assim? mas nós não!
Coincidência ou não, a data de comemoração, será agora de recordação.
Não há mais palavras para terminar este ano. O próximo com certeza perderá um pouco do brilho do verde... tão aclamado pelo nosso querido ambientalista Ivan de Marche.
Força em 2010 para todos!
quarta-feira, 16 de dezembro de 2009
Plantio comemora os 15 anos do Vidágua
O Instituto Ambiental Vidágua encerra, nesta semana, a Campanha de filiação "15 anos, 15 mil mudas", que consiste na filiação ao Vidágua a partir da aquisição de uma muda de árvore plantada, no valor de R$20,00 por ano. Um evento comemorativo, marcado para sexta-feira, vai possibilitar que todos os filiados plantem a própria muda e comemorem os 15 anos do Vidágua.
As mudas de espécies nativas serão plantadas na região da Floresta Urbana Água Comprida. O local foi disponibilizado através de uma parceria com a Prefeitura Municipal de Bauru. Juntos, Vidágua e Prefeitura, buscam a recuperação do córrego Água Comprida. "Esse local é estratégico para Bauru e representa uma das lutas do Vidágua, que mobilizou a população de Bauru para manter o último remanescente de floresta urbana", explica a presidente do Vidágua, Maria Helena Beltrame.
Vale lembrar que a Campanha deste ano chega ao fim, mas os interessados podem continuar se filiando e contribuindo com as ações e projetos do Vidágua. Os recursos financeiros são muito importantes, mas a filiação significa o apoio e adesão da população. "É uma forma de legitimar nosso trabalho", acredita Maria Helena.
Além do plantio, para marcar os 15 anos, foram desenvolvidos no decorrer do ano um selo comemorativo e a exposição de fotos itinerante “Da semente a floresta: a trajetória do Instituto Ambiental Vidágua”, que está percorrendo diversos espaços de Bauru para contar a história da ONG através de imagens. Até o dia 23 de dezembro as fotos estão na Biblioteca Municipal de Bauru. Fundado em 29 de dezembro de 1994, em Bauru, o Vidágua é hoje reconhecido nacionalmente, desenvolvendo projetos de educação ambiental, reflorestamento, políticas públicas em dois biomas principais: Cerrado e Mata Atlântica. Desde 2005, mantém uma base no Vale do Ribeira com ações de recomposição de mata ciliar e conservação marinha. No entanto, a participação da sociedade civil e empresarial é imprescindível para a continuidade dos trabalhos. Ainda dá tempo de se filiar e conhecer o trabalho do Vidágua: http://www.vidaguaefloresta.org.br/
O plantio comemorativo acontece sexta-feira, dia 18, a partir das 9 horas da manhã, na Av. Antenor de Almeida, próximo à nascente do córrego Água Comprida (rotatória do Jardim Nicéia). Mais informações em contato@vidagua.org.br e (14) 32812633.
As mudas de espécies nativas serão plantadas na região da Floresta Urbana Água Comprida. O local foi disponibilizado através de uma parceria com a Prefeitura Municipal de Bauru. Juntos, Vidágua e Prefeitura, buscam a recuperação do córrego Água Comprida. "Esse local é estratégico para Bauru e representa uma das lutas do Vidágua, que mobilizou a população de Bauru para manter o último remanescente de floresta urbana", explica a presidente do Vidágua, Maria Helena Beltrame.
Vale lembrar que a Campanha deste ano chega ao fim, mas os interessados podem continuar se filiando e contribuindo com as ações e projetos do Vidágua. Os recursos financeiros são muito importantes, mas a filiação significa o apoio e adesão da população. "É uma forma de legitimar nosso trabalho", acredita Maria Helena.
Além do plantio, para marcar os 15 anos, foram desenvolvidos no decorrer do ano um selo comemorativo e a exposição de fotos itinerante “Da semente a floresta: a trajetória do Instituto Ambiental Vidágua”, que está percorrendo diversos espaços de Bauru para contar a história da ONG através de imagens. Até o dia 23 de dezembro as fotos estão na Biblioteca Municipal de Bauru. Fundado em 29 de dezembro de 1994, em Bauru, o Vidágua é hoje reconhecido nacionalmente, desenvolvendo projetos de educação ambiental, reflorestamento, políticas públicas em dois biomas principais: Cerrado e Mata Atlântica. Desde 2005, mantém uma base no Vale do Ribeira com ações de recomposição de mata ciliar e conservação marinha. No entanto, a participação da sociedade civil e empresarial é imprescindível para a continuidade dos trabalhos. Ainda dá tempo de se filiar e conhecer o trabalho do Vidágua: http://www.vidaguaefloresta.org.br/
O plantio comemorativo acontece sexta-feira, dia 18, a partir das 9 horas da manhã, na Av. Antenor de Almeida, próximo à nascente do córrego Água Comprida (rotatória do Jardim Nicéia). Mais informações em contato@vidagua.org.br e (14) 32812633.
quarta-feira, 9 de dezembro de 2009
Em primeira mão
Em contagem regressiva
Estamos a exatamente 20 dias do aniversário do Vidágua. Fundado em 29 de dezembro de 1994, o instituto debuta este ano em meio a um série de dificuldades, principalmente financeiras, que nos fizeram diminuir as atividades, recusar muitos convites e, em alguns momentos, até duvidar do apoio popular. Um dos grandes desânimos é porque propusemos no início do ano a Campanha especial de filiação "15 anos, 15 mil mudas" (http://www.vidaguaefloresta.org.br/) na doce ilusão de captarmos muitos filiados (15 mil !!!) que iriam contribuir com nossas ações e, de certa forma, legitimar nosso trabalho. Não foi o que aconteceu. Conseguimos pouco mais de 100 adesões e nos frustramos... Não só por conta do apoio financeiro que a filiação representa, mas, principalmente, pela falta de apoio, consideração pelo nosso trabalho, afinal a contribuição é simbólica R$20,00 por ano, que corresponde a adoção de uma muda de árvore.
Mas bola pra frente, que dizem, que atrás tem sempre gente. E divulgo aqui em primeira mão: Vamos realizar um plantio comemorativo dia 18/12, onde cada filiado terá oportunidade de plantar sua própria muda. E todos estão também convidados a participar. Vamos recompor uma área estratégica, próxima da Floresta Urbana Água Comprida - um dos símbolos da luta do Vidágua em Bauru, pela preservação de remanescentes florestais.
Se ainda dá tempo de se filiar? http://www.vidaguaefloresta.org.br/
Corra!!! Porque não é sempre que se faz 15 anos...
Estamos a exatamente 20 dias do aniversário do Vidágua. Fundado em 29 de dezembro de 1994, o instituto debuta este ano em meio a um série de dificuldades, principalmente financeiras, que nos fizeram diminuir as atividades, recusar muitos convites e, em alguns momentos, até duvidar do apoio popular. Um dos grandes desânimos é porque propusemos no início do ano a Campanha especial de filiação "15 anos, 15 mil mudas" (http://www.vidaguaefloresta.org.br/) na doce ilusão de captarmos muitos filiados (15 mil !!!) que iriam contribuir com nossas ações e, de certa forma, legitimar nosso trabalho. Não foi o que aconteceu. Conseguimos pouco mais de 100 adesões e nos frustramos... Não só por conta do apoio financeiro que a filiação representa, mas, principalmente, pela falta de apoio, consideração pelo nosso trabalho, afinal a contribuição é simbólica R$20,00 por ano, que corresponde a adoção de uma muda de árvore.
Mas bola pra frente, que dizem, que atrás tem sempre gente. E divulgo aqui em primeira mão: Vamos realizar um plantio comemorativo dia 18/12, onde cada filiado terá oportunidade de plantar sua própria muda. E todos estão também convidados a participar. Vamos recompor uma área estratégica, próxima da Floresta Urbana Água Comprida - um dos símbolos da luta do Vidágua em Bauru, pela preservação de remanescentes florestais.
Se ainda dá tempo de se filiar? http://www.vidaguaefloresta.org.br/
Corra!!! Porque não é sempre que se faz 15 anos...
terça-feira, 8 de dezembro de 2009
Nós, a Água e a Floresta

Copenhage!
Começa a reunião que vai dizer o que os dirigentes dos países pretendem fazer com relação ao aquecimento global e às questões ambientais de forma geral.
Pouco antes do início da Conferência, já se começou a falar sobre erro a respeito das informações referentes ao aquecimento global até então divulgadas. Isto é real? Qual a relevância? Ou seria uma forma das grandes potências justificar o injustificável?
O aquecimento é uma realidade! O quantum ... é relativo. De forma geral, quanto menor for o erro, melhor, mas, neste caso, o ideal é inverter!
Bem, o pessoal está lá reunido, discutindo .... Nós vamos ficar aqui esperando (ou rezando), pois depende deles que futuro teremos Nós, a Água e a Floresta.
Abraços,
quarta-feira, 2 de dezembro de 2009
Temos nosso próprio tempo
Katarini em ComunicaçãoMídiaAmbiente&Diversidade
tentanto retomar...
Por que sempre no fim do ano a vida parece mais atribulada, com muitas coisas a resolver, um tempo que corre e não conseguimos alcançá-lo? Eu sempre me pergunto isso. Chega nesta época o que as pessoas mais reproduzem por ai é "muita correria", "nao estou dando conta", "não vejo a hora do ano acabar", mas qual o motivo, né? não é só um calendário? o que muda tanto com o fim de um ano, começo de outro? Intrigante como somos persuadidos pela idéia de mudança, de vida nova, sem buscar conviver com o que já temos. Não é auto-ajuda não, nem conformismo, não tenho vocação para isso, é apenas uma constatação.
"O tempo anda curto por aqui", me respondeu outro dia um conhecido por email. Compreendi, mas achei no mínimo curiosa esta observação do tempo. Ele é relativo, sabemos disso, e é nosso álibi, sempre. Inclusive é meu álibi, por estar a tanto tempo longe do blog: é falta de tempo, de verdade. E isso me faz refletir sobre o tempo do meio ambiente, da diversidade natural, cultural, estética. Levam-se longos anos ou décadas para a natureza se compor e em poucos segundos podemos destruí-la, não? Como o tempo é relativo!
Agora, estou de saída, não há mais tempo. Queria muito comentar o discurso da senadora Marina Silva em sua palestra aqui em Bauru no último sábado. Incrivelmente lúcido e inspirado. Vai sobrar tempo e vou ainda falar sobre isso, acreditem! é como diz a música do Legião Urbana "temos nosso próprio tempo"
tentanto retomar...
Por que sempre no fim do ano a vida parece mais atribulada, com muitas coisas a resolver, um tempo que corre e não conseguimos alcançá-lo? Eu sempre me pergunto isso. Chega nesta época o que as pessoas mais reproduzem por ai é "muita correria", "nao estou dando conta", "não vejo a hora do ano acabar", mas qual o motivo, né? não é só um calendário? o que muda tanto com o fim de um ano, começo de outro? Intrigante como somos persuadidos pela idéia de mudança, de vida nova, sem buscar conviver com o que já temos. Não é auto-ajuda não, nem conformismo, não tenho vocação para isso, é apenas uma constatação.
"O tempo anda curto por aqui", me respondeu outro dia um conhecido por email. Compreendi, mas achei no mínimo curiosa esta observação do tempo. Ele é relativo, sabemos disso, e é nosso álibi, sempre. Inclusive é meu álibi, por estar a tanto tempo longe do blog: é falta de tempo, de verdade. E isso me faz refletir sobre o tempo do meio ambiente, da diversidade natural, cultural, estética. Levam-se longos anos ou décadas para a natureza se compor e em poucos segundos podemos destruí-la, não? Como o tempo é relativo!
Agora, estou de saída, não há mais tempo. Queria muito comentar o discurso da senadora Marina Silva em sua palestra aqui em Bauru no último sábado. Incrivelmente lúcido e inspirado. Vai sobrar tempo e vou ainda falar sobre isso, acreditem! é como diz a música do Legião Urbana "temos nosso próprio tempo"
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
Nós, a Água e a Floresta
Parabéns a você .....
No próximo dia 29, o Vidágua completa quinze anos: jovem na idade, senhor em realizações. O Vidágua já nasceu grande em objetivos, em atividades e, ao longo desses 15 anos, foi conquistando o coração daqueles que vivem as questões ambientais.
Sabemos como é ter o Vidágua atendendo a região de Bauru (além do Vale do Ribeira). A questão é: como reagiria essas regiões sem o Vidágua? Sempre soube da procura dos veículos de comunicação por informações dos incansáveis "operários" do Vidágua. Atualmente, mais dentro do que nunca da organização, sinto muito mais a procura. Precisa ser feita uma matéria sobre qualquer questão ambiental? Alguém do Instituto sempre é chamado. E tem sempre alguém pronto para atender!
Uma empresa, quando lança um produto confiável, atrai clientes que lhe são fiéis, enquanto outro produto melhor não apareça no mercado. A empresa sobrevive com a venda de seus produtos. Sabemos que toda empresa tem custos, tem despesas e só consegue continuar no mercado, se conseguir continuar vendendo seus produtos.
O Vidágua não é uma empresa. O Vidágua não visa lucros. Porém, como qualquer pessoa (física ou jurídica) tem conta de luz, telefone, água, manutenção .... Como qualquer empresa, precisa de, como disse acima, "operários" para realizar seus objetivos sociais e essas pessoas precisam receber para cobrir seus gastos. No Vidágua, essas pessoas são jornalistas, biólogos, relações públicas e viveiristas. Pessoas habilitadas que poderiam estar exercendo sua profissão em outras empresas, ganhando muito mais do que recebem no Instituto. Sem dúvida nenhuma, têm capacidade para isto. Entretanto, amam o que fazem e estão no Vidágua, lutando para manter a credibilidade e o nível dos serviços até agora oferecidos.
Ao fazer 15 anos, o Vidágua deseja continuar dando o melhor de si! Mas as atividades dos próximos anos do Vidágua estão condicionadas ao retorno que o povo bauruense dará aos anos de dedicação do Instituto, sempre trabalhando para uma melhor qualidade de vida hoje e no futuro. Vamos formar um grande grupo de filiados. Convide seus amigos. Uma pequena contribuição de cada um, representará muito e a garantia de um serviço cada vez melhor para toda comunidade (por que não dizer humanidade?).
Um abraço,
No próximo dia 29, o Vidágua completa quinze anos: jovem na idade, senhor em realizações. O Vidágua já nasceu grande em objetivos, em atividades e, ao longo desses 15 anos, foi conquistando o coração daqueles que vivem as questões ambientais.
Sabemos como é ter o Vidágua atendendo a região de Bauru (além do Vale do Ribeira). A questão é: como reagiria essas regiões sem o Vidágua? Sempre soube da procura dos veículos de comunicação por informações dos incansáveis "operários" do Vidágua. Atualmente, mais dentro do que nunca da organização, sinto muito mais a procura. Precisa ser feita uma matéria sobre qualquer questão ambiental? Alguém do Instituto sempre é chamado. E tem sempre alguém pronto para atender!
Uma empresa, quando lança um produto confiável, atrai clientes que lhe são fiéis, enquanto outro produto melhor não apareça no mercado. A empresa sobrevive com a venda de seus produtos. Sabemos que toda empresa tem custos, tem despesas e só consegue continuar no mercado, se conseguir continuar vendendo seus produtos.
O Vidágua não é uma empresa. O Vidágua não visa lucros. Porém, como qualquer pessoa (física ou jurídica) tem conta de luz, telefone, água, manutenção .... Como qualquer empresa, precisa de, como disse acima, "operários" para realizar seus objetivos sociais e essas pessoas precisam receber para cobrir seus gastos. No Vidágua, essas pessoas são jornalistas, biólogos, relações públicas e viveiristas. Pessoas habilitadas que poderiam estar exercendo sua profissão em outras empresas, ganhando muito mais do que recebem no Instituto. Sem dúvida nenhuma, têm capacidade para isto. Entretanto, amam o que fazem e estão no Vidágua, lutando para manter a credibilidade e o nível dos serviços até agora oferecidos.
Ao fazer 15 anos, o Vidágua deseja continuar dando o melhor de si! Mas as atividades dos próximos anos do Vidágua estão condicionadas ao retorno que o povo bauruense dará aos anos de dedicação do Instituto, sempre trabalhando para uma melhor qualidade de vida hoje e no futuro. Vamos formar um grande grupo de filiados. Convide seus amigos. Uma pequena contribuição de cada um, representará muito e a garantia de um serviço cada vez melhor para toda comunidade (por que não dizer humanidade?).
Um abraço,
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Nós, a Água e a Floresta
Bauru Ambiental
Diariamente, recebemos uma série de e.mails no Vidágua de pessoas que conhecem a instituição, reconhecem o trabalho realizado e acreditam que ela pode contribuir para melhorar a qualidade de vida da população.
Dois e.mails em particular, lidos hoje, chamam a atenção para problemas que dia-a-dia afetam nossos rios: lixo doméstico ou da construção civil e efluentes industriais.
Com um prefeito reconhecidamente ambientalista, é de se esperar uma preocupação maior com as questões ambientais no município. Não há como negar que o Rodrigo Agostinho é um idealista. Desde muito jovem tem batalhado pela defesa e conservação dos elementos naturais, procurando o máximo de equilíbrio possível.
Esse ideal é um legado ao Instituto Ambiental Vidágua que foi fundado em dezembro de 1994 por algumas pessoas que acreditavam poder contribuir com a construção de um mundo melhor para as presentes e futuras gerações.
Mas até que ponto uma administração pública e uma ONG podem mudar a situação ambiental de um município? Com certeza, muito pouco sem a ajuda da população em geral.
O Vidágua tem hoje em Bauru, trabalhando diretamente, cinco pessoas. É muito pouco para defender um território e uma população tão grande. A Prefeitura de Bauru tem muito mais funcionários, mas que ainda são insuficientes para fiscalizar, sem ajuda, toda a extensão do município.
Mesmo sem ser conhecido por todos os bauruenses, sem dúvida nenhuma há um grande número de pessoas que confiam no trabalho do Vidágua e buscam ali ajuda para resolver questões ambientais. A seriedade do Instituto é reconhecida, por nunca deixar de responder a qualquer apelo. É claro que muitas vezes o assunto foge da competência da ONG; entretanto, sempre é dado um retorno, instruindo o parceiro (pois é assim que todos que procuram a instituição são considerados) sobre o que se julga ser a melhor atitude. As pessoas são sempre orientadas a fazer suas reclamações e pedidos por escrito, pedindo retorno. Assim, no caso de não haver resposta, devem apelar para outras instâncias.
A resolução de problemas ambientais nem sempre é da competência da administração municipal, mas o cidadão comum não é obrigado a saber sobre isto e tem direito constitucional à informação. Assim, quando uma reclamação ou solicitação chega a um funcionário, este terá o dever de orientar sobre a correta forma de se proceder. Bem informado, o cidadão passa a confiar na administração e será um excelente colaborador.
Não podemos exigir de qualquer órgão (prefeitura, ONG) além de suas forças; por outro lado, as administrações públicas bem como as instituições em geral devem oferecer um retorno eficiente, para contar com a colaboração da população.
Se quisermos um Bauru (município) ambientalmente equilibrado e saudável, temos que trabalhar em sintonia e não como concorrentes.
Diariamente, recebemos uma série de e.mails no Vidágua de pessoas que conhecem a instituição, reconhecem o trabalho realizado e acreditam que ela pode contribuir para melhorar a qualidade de vida da população.
Dois e.mails em particular, lidos hoje, chamam a atenção para problemas que dia-a-dia afetam nossos rios: lixo doméstico ou da construção civil e efluentes industriais.
Com um prefeito reconhecidamente ambientalista, é de se esperar uma preocupação maior com as questões ambientais no município. Não há como negar que o Rodrigo Agostinho é um idealista. Desde muito jovem tem batalhado pela defesa e conservação dos elementos naturais, procurando o máximo de equilíbrio possível.
Esse ideal é um legado ao Instituto Ambiental Vidágua que foi fundado em dezembro de 1994 por algumas pessoas que acreditavam poder contribuir com a construção de um mundo melhor para as presentes e futuras gerações.
Mas até que ponto uma administração pública e uma ONG podem mudar a situação ambiental de um município? Com certeza, muito pouco sem a ajuda da população em geral.
O Vidágua tem hoje em Bauru, trabalhando diretamente, cinco pessoas. É muito pouco para defender um território e uma população tão grande. A Prefeitura de Bauru tem muito mais funcionários, mas que ainda são insuficientes para fiscalizar, sem ajuda, toda a extensão do município.
Mesmo sem ser conhecido por todos os bauruenses, sem dúvida nenhuma há um grande número de pessoas que confiam no trabalho do Vidágua e buscam ali ajuda para resolver questões ambientais. A seriedade do Instituto é reconhecida, por nunca deixar de responder a qualquer apelo. É claro que muitas vezes o assunto foge da competência da ONG; entretanto, sempre é dado um retorno, instruindo o parceiro (pois é assim que todos que procuram a instituição são considerados) sobre o que se julga ser a melhor atitude. As pessoas são sempre orientadas a fazer suas reclamações e pedidos por escrito, pedindo retorno. Assim, no caso de não haver resposta, devem apelar para outras instâncias.
A resolução de problemas ambientais nem sempre é da competência da administração municipal, mas o cidadão comum não é obrigado a saber sobre isto e tem direito constitucional à informação. Assim, quando uma reclamação ou solicitação chega a um funcionário, este terá o dever de orientar sobre a correta forma de se proceder. Bem informado, o cidadão passa a confiar na administração e será um excelente colaborador.
Não podemos exigir de qualquer órgão (prefeitura, ONG) além de suas forças; por outro lado, as administrações públicas bem como as instituições em geral devem oferecer um retorno eficiente, para contar com a colaboração da população.
Se quisermos um Bauru (município) ambientalmente equilibrado e saudável, temos que trabalhar em sintonia e não como concorrentes.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
Nós, a Água e a Floresta
Recentemente, li uma matéria na revista Consulex, que tratava da incidência do princípio da insignificância nos crimes ambientais.
O princípio da insignificância, como o próprio nome diz, tem a ver com a interpretação, relacionada ao grau da lesividade do ilícito penal. Porém, até que ponto podemos dimensionar o grau do dano de uma infração ambiental?
Neste sentido, conforme palavras do autor do texto, Renato Marcão, “a discussão ganhou novos argumentos contrários em se tratando de crimes ambientais, e reiteradas vezes se tem decidido pela inadmissibilidade da insignificância no trato da matéria, notadamente em razão da natureza do bem jurídico tutelado e de uma alegada impossibilidade de se avaliar a real extensão do dano causado no ecossistema pela conduta do agente.”.
Por um lado, temos perplexidade da sociedade diante da aplicação de penas a pessoas que cometeram delitos considerados insignificantes e, por outro lado, a interpretação do magistrado do que pode ser considerado insignificante em matéria ambiental.
Neste caso, temos, sem dúvida nenhuma, que fazer valer o princípio da precaução que, conforme venho afirmando, considero ser o mais importante princípio do Direito Ambiental, já que o mesmo tem como objetivo a defesa e preservação da qualidade de vida das gerações presente e futura.
De forma geral, conforme julgado do STF, “o princípio da insignificância, vetor interpretativo do tipo penal, é de ser aplicado tendo em conta a realidade brasileira, de modo a evitar que a proteção penal se restrinja aos bens patrimoniais mais valiosos, ordinariamente pertencentes a uma pequena camada da população. A aplicação criteriosa do postulado da insignificância contribui, por um lado, para impedir que a atuação estatal vá além dos limites do razoável no atendimento do interesse público. De outro lado, evita que condutas atentatórias a bens juridicamente protegidos, possivelmente toleradas pelo Estado, afetem a viabilidade da vida em sociedade (STF, HC nº. 84.424-SP, 1ª T, Rel. Min. CARLOS AYRES BRITO, j. 07.12.04).”
Concluindo, não sou contrária à aplicação do princípio da insignificância no caso dos crimes ambientais, desde que o julgador, ao avaliar a pouca valia da lesão, leve em conta o princípio da precaução à luz do art. 225 da CF.
O artigo a que me referi está na Revista Jurídica Consulex, nº. 306, de 15/10/2009, pág. 63. Site da revista: www.consulex.com.br.
O princípio da insignificância, como o próprio nome diz, tem a ver com a interpretação, relacionada ao grau da lesividade do ilícito penal. Porém, até que ponto podemos dimensionar o grau do dano de uma infração ambiental?
Neste sentido, conforme palavras do autor do texto, Renato Marcão, “a discussão ganhou novos argumentos contrários em se tratando de crimes ambientais, e reiteradas vezes se tem decidido pela inadmissibilidade da insignificância no trato da matéria, notadamente em razão da natureza do bem jurídico tutelado e de uma alegada impossibilidade de se avaliar a real extensão do dano causado no ecossistema pela conduta do agente.”.
Por um lado, temos perplexidade da sociedade diante da aplicação de penas a pessoas que cometeram delitos considerados insignificantes e, por outro lado, a interpretação do magistrado do que pode ser considerado insignificante em matéria ambiental.
Neste caso, temos, sem dúvida nenhuma, que fazer valer o princípio da precaução que, conforme venho afirmando, considero ser o mais importante princípio do Direito Ambiental, já que o mesmo tem como objetivo a defesa e preservação da qualidade de vida das gerações presente e futura.
De forma geral, conforme julgado do STF, “o princípio da insignificância, vetor interpretativo do tipo penal, é de ser aplicado tendo em conta a realidade brasileira, de modo a evitar que a proteção penal se restrinja aos bens patrimoniais mais valiosos, ordinariamente pertencentes a uma pequena camada da população. A aplicação criteriosa do postulado da insignificância contribui, por um lado, para impedir que a atuação estatal vá além dos limites do razoável no atendimento do interesse público. De outro lado, evita que condutas atentatórias a bens juridicamente protegidos, possivelmente toleradas pelo Estado, afetem a viabilidade da vida em sociedade (STF, HC nº. 84.424-SP, 1ª T, Rel. Min. CARLOS AYRES BRITO, j. 07.12.04).”
Concluindo, não sou contrária à aplicação do princípio da insignificância no caso dos crimes ambientais, desde que o julgador, ao avaliar a pouca valia da lesão, leve em conta o princípio da precaução à luz do art. 225 da CF.
O artigo a que me referi está na Revista Jurídica Consulex, nº. 306, de 15/10/2009, pág. 63. Site da revista: www.consulex.com.br.
quinta-feira, 12 de novembro de 2009
Roupas ecológicas no guarda-roupa de quem tem bom gosto e criativade
post de Colaborador: Vivian Federicci voluntária do Programa de Comunicação do Vidágua
Quando se fala em roupas ecologicamente corretas, logo se imagina peças produzidas de algodão orgânico, fibras de garrafas pet, couro vegetal, entre outros. Esses produtos, geralmente, estão no mercado com custo 30% maior que os comuns. No entanto, o investimento se torna interessante tanto para produtores como compradores já que "cada vez mais as pessoas buscam o comprometimento com a sustentabilidade”, diz Graça Lara, criadora da grife on-line Ecogrife.
A opção representa uma significativa mudança no mercado têxtil. O algodão orgânico, por exemplo, além de ser livre de agrotóxicos, provém da agricultura familiar. “O preço acaba sendo justo, pois tem todo um valor agregado”, completa a empresária. Mas engana-se quem ainda pensa que vestir-se de forma consciente precisa de muito dinheiro. Uma das pesquisadoras do termo “vestir consciente”, Ana Cândida, revela que existem formas de democratizar a moda sustentável e “fazer com que os valores e conteúdo educativo cheguem a todas as classes sociais”. Existem opções ecológicas de todos os custos para produzir roupas criativas, bonitas e conscientes. Nessa linha, o site Inteiro Ambiente (www.inteiroambiente.com) conversou com três produtoras que encontraram no espaço da moda sustentável uma forma de atender demandas de públicos diferentes.
Veja a reportagem completa em www.inteiroambiente.com
Quando se fala em roupas ecologicamente corretas, logo se imagina peças produzidas de algodão orgânico, fibras de garrafas pet, couro vegetal, entre outros. Esses produtos, geralmente, estão no mercado com custo 30% maior que os comuns. No entanto, o investimento se torna interessante tanto para produtores como compradores já que "cada vez mais as pessoas buscam o comprometimento com a sustentabilidade”, diz Graça Lara, criadora da grife on-line Ecogrife.
A opção representa uma significativa mudança no mercado têxtil. O algodão orgânico, por exemplo, além de ser livre de agrotóxicos, provém da agricultura familiar. “O preço acaba sendo justo, pois tem todo um valor agregado”, completa a empresária. Mas engana-se quem ainda pensa que vestir-se de forma consciente precisa de muito dinheiro. Uma das pesquisadoras do termo “vestir consciente”, Ana Cândida, revela que existem formas de democratizar a moda sustentável e “fazer com que os valores e conteúdo educativo cheguem a todas as classes sociais”. Existem opções ecológicas de todos os custos para produzir roupas criativas, bonitas e conscientes. Nessa linha, o site Inteiro Ambiente (www.inteiroambiente.com) conversou com três produtoras que encontraram no espaço da moda sustentável uma forma de atender demandas de públicos diferentes.
Veja a reportagem completa em www.inteiroambiente.com
APAGÃO
Virge virge!!
Parece que deu apagão no blog também, não? Há quase 10 dias sem atualização, pode até parecer falta de compromisso ou vontade, mas não...é reflexo de muito trabalho que não sobra espaço para nossos devaneios na blogosfera. Mas vamos retomar o rumo da rota. Em breve!
Só vou fazer uma pequena reflexão:
O que fazer sem energia hein? Passamos mais um sufoco na última terça-feira, o que nos faz refletir sobre nosso modelo de desenvolvimento e dependência total das fontes de energia. Temos o alento de ter uma matriz renovável, mas nem por isso podemos abusar. Manifestação natural? sobrecarga no sistema? falta de investimentos no setor? seja o que for temos que nos preparar...

Parece que deu apagão no blog também, não? Há quase 10 dias sem atualização, pode até parecer falta de compromisso ou vontade, mas não...é reflexo de muito trabalho que não sobra espaço para nossos devaneios na blogosfera. Mas vamos retomar o rumo da rota. Em breve!
Só vou fazer uma pequena reflexão:
O que fazer sem energia hein? Passamos mais um sufoco na última terça-feira, o que nos faz refletir sobre nosso modelo de desenvolvimento e dependência total das fontes de energia. Temos o alento de ter uma matriz renovável, mas nem por isso podemos abusar. Manifestação natural? sobrecarga no sistema? falta de investimentos no setor? seja o que for temos que nos preparar...

É até bonito de ver....
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Nós, a Água e a Floresta
Os cemitérios e o ambiente
Aproveitando que ontem foi dia de finados, vamos falar um pouco sobre os impactos dos cemitérios no meio ambiente.
Enterrar os mortos é uma prática muito antiga, tendo iniciado há aproximadamente 100 mil anos antes de nossa era, embora os cemitérios, como são conhecidos hoje, são bem mais recentes (a partir do século XVIII).
Embora muito tenha se evoluído nas questões ambientais, os mortos continuam sendo enterrados, na maioria das vezes, sem os devidos cuidados e, apesar da Resolução CONAMA 335 que trata do licenciamento de cemitérios ser de 2003, dando um prazo de 180 dias para os antigos se adaptarem às novas exigências, ainda hoje temos muitas situações preocupantes.
Cemitério é atividade potencialmente poluidora e a escolha dos locais, geralmente de baixo valor imobiliário e com condições geológicas e hidrogeológicas inadequadas é campo para sérios impactos ambientais negativos. Os impactos acontecem com maior freqüência em cemitérios públicos que, em geral, não são implantados com os cuidados necessários.Conforme o pesquisador Alberto Pacheco, do Instituto de Geociências da USP, os impactos estão divididos em duas categorias:
“O impacto físico primário - ocorre quando há contaminação das águas subterrâneas de menor profundidade (aqüífero freático) e, excepcionalmente, das águas superficiais.O impacto físico secundário - ocorre quando há presença de cheiros nauseabundos na área interna dos cemitérios provenientes da decomposição dos cadáveres. Segundo os tanatólogos (estudiosos da morte), os gases funerários resultantes da putrefação dos cadáveres são o gás sulfídrico, os mercaptanos, o dióxido de carbono, o metano, o amoníaco e a fosfina. Os dois primeiros são os responsáveis pelos maus odores. O vazamento destes gases para a atmosfera de forma intensa deve-se à má confecção e manutenção das sepulturas (covas simples) e dos jazigos (construções de alvenaria ou concreto, enterradas ou semi-enterradas).”
Quem estiver interessado em ler mais sobre o assunto, o artigo completo do pesquisador está no site www.ambientebrasil.com.br.Nossos mortos precisam de um local apropriado, sejam eles cremados ou não. O movimento nos cemitérios no dia de finados mostra a importância do assunto. Pensar em meio ambiente não é excluir os costumes e atividades da vida moderna: é adaptar, buscando o equilíbrio ideal.
Aproveitando que ontem foi dia de finados, vamos falar um pouco sobre os impactos dos cemitérios no meio ambiente.
Enterrar os mortos é uma prática muito antiga, tendo iniciado há aproximadamente 100 mil anos antes de nossa era, embora os cemitérios, como são conhecidos hoje, são bem mais recentes (a partir do século XVIII).
Embora muito tenha se evoluído nas questões ambientais, os mortos continuam sendo enterrados, na maioria das vezes, sem os devidos cuidados e, apesar da Resolução CONAMA 335 que trata do licenciamento de cemitérios ser de 2003, dando um prazo de 180 dias para os antigos se adaptarem às novas exigências, ainda hoje temos muitas situações preocupantes.
Cemitério é atividade potencialmente poluidora e a escolha dos locais, geralmente de baixo valor imobiliário e com condições geológicas e hidrogeológicas inadequadas é campo para sérios impactos ambientais negativos. Os impactos acontecem com maior freqüência em cemitérios públicos que, em geral, não são implantados com os cuidados necessários.Conforme o pesquisador Alberto Pacheco, do Instituto de Geociências da USP, os impactos estão divididos em duas categorias:
“O impacto físico primário - ocorre quando há contaminação das águas subterrâneas de menor profundidade (aqüífero freático) e, excepcionalmente, das águas superficiais.O impacto físico secundário - ocorre quando há presença de cheiros nauseabundos na área interna dos cemitérios provenientes da decomposição dos cadáveres. Segundo os tanatólogos (estudiosos da morte), os gases funerários resultantes da putrefação dos cadáveres são o gás sulfídrico, os mercaptanos, o dióxido de carbono, o metano, o amoníaco e a fosfina. Os dois primeiros são os responsáveis pelos maus odores. O vazamento destes gases para a atmosfera de forma intensa deve-se à má confecção e manutenção das sepulturas (covas simples) e dos jazigos (construções de alvenaria ou concreto, enterradas ou semi-enterradas).”
Quem estiver interessado em ler mais sobre o assunto, o artigo completo do pesquisador está no site www.ambientebrasil.com.br.Nossos mortos precisam de um local apropriado, sejam eles cremados ou não. O movimento nos cemitérios no dia de finados mostra a importância do assunto. Pensar em meio ambiente não é excluir os costumes e atividades da vida moderna: é adaptar, buscando o equilíbrio ideal.
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