quarta-feira, 9 de julho de 2008

Katarini em ComunicaçãoMídiaAmbiente&Diversidade
parte3
Hoje é feriado em SP, mas VidÁgua&Floresta não pára...

Li o artigo da Ivy e me identifiquei completamente. Não é à toa que estamos no mesmo barco. Ela obviamente, com mais experiência do que eu, tem propriedade para avaliar as políticas do terceiro setor e é nossa secretária executiva/coordenadora/motivadora/consultora/guia espiritual...

Mas o fato é que o terceiro setor sempre me encantou, juntamente com a comunicação, o jornalismo. Não por acaso iniciei minha vida acadêmica estudando as relações do jornalismo com o terceiro setor.

E logo depois de ler o post da Ivy caminhando pelos sites ambientes e blogs, encontro uma notícia no site da Envolverde (
www.envolverde.com.br) que vem ao encontro da importância do terceiro setor. Escrita por Vivian Lobato , que reproduzo aqui alguns trechos a título de ilustração:

“O Terceiro Setor é o setor do milênio”. A afirmação é do professor e coordenador do Centro de Estudos do Terceiro Setor da Fundação Getúlio Vargas, Luiz Carlos Merege...

Ele afirma que em 1999, as ONGs representavam 1,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, o que correspondia a US$ 30 bilhões. Esse número passou para 5%, que corresponde agora a US$ 100 bilhões. O número de ONGs também cresceu bastante, de190 mil para 326 mil esse ano. Antes, o Terceiro Setor empregava 1,5 milhão de pessoas, hoje são 3 milhões”, lembrou. Para o professor, esse crescimento é explicado pela forte mudança que ocorreu no setor. “No passado, o Terceiro Setor tinha um caráter mais assistencialista. Hoje, ele cumpre uma função muito mais atuante de formação do indivíduo, de luta pela preservação do meio ambiente, de defesa dos direitos humanos e de direito a cidadania”, comentou Merege.“Num país como o Brasil, que ocupa o 9º lugar dos países com pior distribuição de renda, o papel das ONGs é fundamental. Já que o governo não dá conta, são elas que atuam junto à sociedade, ajudando a resolver as questões sociais e a gerar novos empregos”, completou.

Claro que o autor faz suas ressalvas quanto à atuação das organizações e coloca que é preciso profissionalizar a gestão e manter auditorias constantes. Concordo plenamente.

Toda vez que vejo estudos e comparativos sobre a importância do terceiro setor para o desenvolvimento de uma sociedade, reflito sobre a observação maliciosa de certas pessoas quando falo que atuo em ONG. Sem conhecer absolutamente nada fazem pré julgamentos, obviamente pautados pelo que vêem na mídia sem nenhum senso critico, ou mesmo bom senso. Estou organizando um evento de comunicacao e meio ambiente (depois divulgo por aqui!!!) e enfrentei resistências para participar como promotora do evento enquanto ONG por conta desta falta de conhecimento e até reconhecimento.

Lamento pelo preconceito que não deveria permear a atuação de ninguém, muito menos de futuros jornalistas. Mas é uma pena. Essas pessoas podem estar perdendo uma oportunidade de trabalho, de conhecimento, de uma bela parceria que poderia mudar suas vidas. Como mudou a minha. E a da Ivy.

Quero discutir melhor o mercado de trabalho no contexto do terceiro setor,enquanto jornalista. "Reescrevi" recentemente um artigo sobre a assessoria de imprensa para promoção do terceiro setor e para difusão da preservação da Água&Floresta. Mas hoje não há mais tempo nem espaço.

e assim também posso fazer um suspense....Espero que fiquem ansiosos pelo próximo post!

aguardo comentários!

Um comentário:

Ana Carolina Amaral disse...

É, Katarini...sobram julgamentos na nossa sociedade. O que fica por conta do terceiro setor é que está em falta: ação. Fico feliz de ver ações desinteressadas em autoria, em fama. São elas que dão resultado, pois têm intenção. Avante, Vidágua! =D